RIZOMINHA URROU SOBRE A ZONA FRANCA VERDE


Conforme anunciado aqui no bloguinho, a AFIN foi até a escola Francisco Guedes e compartilhou com estudantes e professores de lá o vetor teatral BOIZINHO RIZOMA NAS TRAMAS DA ZONA FRANCA VERDE. Todos se envolveram e a ludicidade do bumba-meu-boi tomou conta do espaço, enquanto as falsas sustentações da Zona Franca Verde, que seqüestrou o boizinho Rizoma para forjar uma credibilidade midiática, iam-se desmoronando.

Além de participar com seus risos, sua rosticidade e corporeidade, os estudantes e professores participaram, como convém á democracia, com seus entendimentos, após à apresentação, como sempre ocorre nos vetores teatrais da AFIN.

Quero falar que foi muito bonita a apresentação, pra quem assistiu pela primeira vez, eu gostei, porque é uma peça que está preocupada com a cultura das pessoas e também com a sociedade e a política de nossa cidade, e também é muito engraçada. Adorei!

Eu sou cearense, e conheço as festividades do bumba-meu-boi do Maranhão e de outros lugares do nordeste. As pessoas que conhecem boi aqui em Manaus, conhecem só o boi a partir dos anos 90, o boi da coca-cola. Não conhecem o boi mesmo, enquanto manifestação folclórica comunitária. E a AFIN, mais uma vez sai na vanguarda artística de realizar um trabalho de resgate de tradições populares, e sempre com a crítica, que é uma marca da AFIN, neste caso à Zona Franca Verde, que, como diz a peça, não existe, não deu certo e é realmente igual ao Terceiro Ciclo. Não existe em Manaus, (Bejamim, professor)

Eu sou do Maranhão, de Santa Inês, eu vi o bumba-meu-boi verdadeiro de lá do Maranhão. Quero dizer que a primeira vez em todos esses anos que moro em Manaus que vejo realmente um boi. O trabalho que vocês estão fazendo é um resgate histórico e cultural. (Raimundo, estudante)

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