EDUCOMUNICACÃO E O MERCADO MIDIÁTICO

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A educação, uma palavra que nunca sai de moda principalmente no discurso dos educa-dores institucionais ou tecnocratas da educação. Os planos megalomaníacos de redenção e salvação da dita educação, tanto na esfera municipal e estadual dos nossos titulares da pasta educacional têm sido pródigos na elaboração de peças de market(mercado)ting. Sempre enfatizando a “qualidade”, uma palavra carregada de mística nessa era neoliberal, vinda da teoria da qualidade total, que foi criada pelo administrador americano Peter Deming nas décadas de 30/40 do século passado. No período pós-guerra, os japoneses a trouxeram não só como teoria, mas o próprio autor, para dar consultoria durante os anos 50, dez anos depois o made in japan ficou conhecido como produto de alta qualidade e nas décadas posteriores virou uma verdadeira fever no mundo industrial. Isso mesmo, a qualidade total obteve todo esse sucesso nas indústrias, a implementação das técnicas de qualidade têm em foco a redução das perdas ou prejuízos e o aumento da eficiência e lucros, garantindo minimização da despesa e maximização do ganho, como rezam as cartilhas da nova economia, buscando a maior produtividade e em conseqüência uma maior competitividade. Após esse resumo, fica a pergunta: como aplicar tudo isso na educação? (Lembrete: no hipercapitalismo, a indústria da comunicação é braço propagandístico da ideologia dele, “o mercado”). A resposta para esta indagação é como as técnicas utilizadas para produzir bens de consumo podem ser aplicadas na educação de pessoas com todas as suas implicações políticas e sociais. A fabricação de produtos para o consumo segue procedimentos essencialmente técnicos através de manuais, parâmetros, normas internacionais, onde os técnicos e engenheiros apenas implementam, e hoje os robôs automatizam o que é feito pelos operários. A lógica do mercado foi iniciada de uma forma global (e a globo?) na conferência mundial de educação para todos, realizada em Jomtien, na Tailândia, em 1990, e no ano 2000 em Dakar, Senegal, foi a outra conferência para avaliação da década da educação. Essas duas conferências foram patrocinadas pela ONU e o Banco Mundial, as duas instituições ligadas ao grande capital. Logo, percebe-se qual seria a diretriz imposta novamente pelo “mercado”, essa entidade abstrata que ninguém sabe quem é e onde fica. A famosa qualidade na educação é mais uma frase de efeito-defeito, pois encerra um discurso de qualificação-certificação, sem a preocupação com o principal, que é a própria educação do ser humano.

1 pensou em “EDUCOMUNICACÃO E O MERCADO MIDIÁTICO

  1. oi Edu, gostei o q escreveste
    gostaria mais de saber sobre o mercado midiático no geral!!
    é que to fazendo um trabalho e abordarei tambem o mercado midiático

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