COLUNA DO MEIO…

AS ONG’S E A MÍDIA E O ‘ARLAMISMO’ DO DESMATAMENTO

Apesar da tentativa de manipulação de informações sobre o desmatamento na Amazônia, cada vez mais percebemos que não existe uma preocupação fundamentada na razão por parte dos interessados na questão. E em meio ao festival de acusações e notícias “alarmantes”, o governo tornou pública a Operação Arco de Fogo (que será lançada este mês), na qual a Polícia Federal, o IBAMA, a Secretaria Nacional de Segurança Pública, o INCRA e a Polícia Rodoviária Federal vão trabalhar juntos na contenção do desmatamento. Inicialmente, com o Decreto de 03 de Julho de 2003 foi criado o Grupo Permanente de Trabalho Interministerial, cuja finalidade é propor medidas que proporcionem a redução dos índices de desmatamento na Amazônia. O Grupo produziu o texto do Plano de ação para a prevenção e controle do desmatamento na Amazônia Legal em Março de 2004. Na ocasião, o documento relacionou o desmatamento a várias situações, como:

  • o avanço da pecuária;

  • a expansão da soja, principalmente nos municípios de Querência (Norte do Mato Grosso), Humaitá (AM), Paragominas (PA) e Santarém (PA);

  • grilagem de terras públicas;

  • abertura de estradas clandestinas por indústrias madeireiras;

  • obras de infra-estrutura (entre 1978 e 1994, 75% do desmatamento ocorreu nas proximidades das rodovias pavimentadas da região);

  • assentamentos rurais feitos de forma precária;

  • ausência de ações que possam efetivar a implantação de áreas protegidas.

O chamado Arco do Desmatamento chama atenção para a relação entre o desmatamento, o trabalho escravo e o maior PIB agrícola, relação que não teve muito destaque na mídia. Dos 36 municípios que o sistema DETER (Detecção do Desmatamento em Tempo Real), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) encontrou, mais de 50% deles estão localizados no Mato Grosso.

Pelo contrário, a discussão ampliou o caminho para o discurso policialesco da procura frenética por um culpado, tornando uma possível solução do problema mais distante da realidade. E enquanto isso “Renomadas” ONGs acham que estão atacando o presidente Lula, que, ao analisar Eu compro essa briga com as ONGs, com isso de associar o desmatamento com a expansão da fronteira agrícola brasileira. Em primeiro lugar, essas ONGs precisam plantar árvores nos países deles… antes é preciso investigar e ver o que aconteceu, torna evidente a fragilidade dessas instituições que tentam se sustentar em campanhas publicitárias sem força e movimento e, principalmente, sem o apoio da população.

O alarme do desmatamento também serviu para os servidores do IBAMA lotados no estado do Mato Grosso exigir reconhecimento da sociedade brasileira, numa carta aberta deixam claro o “momento crucial” para tornar público como está sendo esquecida e os entraves na sua atuação. As dificuldades são muitas, desde o difícil acesso aos locais mais destruídos, governadores que não ajudam e fazem questão de dificultar o trabalho do Governo Federal, como o governador de Rondônia, Ivo Cassol, que segundo Marina Silva “é fato que ele é o governador com quem nós temos mais dificuldades de trabalhar nas ações de combate ao desmatamento e combate ao uso ilegal das áreas protegidas; tanto as áreas federais quanto as áreas estaduais”. Na região, é grande o número de casos de extração ilegal de madeira na Flona do Jamari e nas reservas extrativistas.

A Ministra Marina Silva, que é uma das poucas pessoas empenhadas na questão, disse não acreditar em coincidências quanto aos motivos do desmatamento e que “O presidente Lula assinou um decreto que estabelece sérias punições para aqueles que estão desrespeitando a lei e contribuindo para a destruição da Amazônia. De sorte que eu estou autorizada e mandatada para cumprir o decreto e estamos trabalhando com todo o rigor para que ele seja estabelecido”. Ela não tem interesse em cair nas armadilhas da mídia, que constantemente inventa falsas divergências entre ministérios, tentando mudar o foco das discussões. Não existem fatos isolados, e isso os ongueiros e os mídias não divulgam nos jornais, a não ser depois de recortar, maquiar, deturpar, manipular…

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