A GLOBO E A ÉTICA EVANESCENTE

Por não possuir, desde a sua formação durante o período militar, nenhuma relação com uma realidade social, econômica, política que possa aproximá-la dos homens, a Globo se mantém de elementos diretamente de ordem psiquiátrica psicótica, a saber a busca por controlar, dominar, aniquilar as forças vitais através de um pacto medíocre para consolidar a tirania. Para ela o homem não passa de uma abstração manipulável. Não apresenta uma relação na sua forma e conteúdo que se possa denominar encontro, não consegue, portanto, alcançar o homem, e vive envolta em delírios fantasmagóricos. Suas cores parecem vívidas, mas não são mais do que a artificialidade catódica e que, à menor análise, vai se tornando fosca, entra numa evanescência e demonstra em toda sua grade de programações a ilusão e a falseação da realidade. Nada de real. Por isso, generaliza-se seu desespero toda vez que se depara com uma singularidade, pois se houver o encontro afetivo que aumenta a potência de agir dos corpos e vai compondo a democracia real. A Globo se desespera diante do homem real.