A REFORMA DO ENSINO MÉDIO REALIZADA PELO GOVERNO FEDERAL: “ENSINO MÉDIO INOVADOR”
A educação não se reduz a passagem de informações. Ela é mais vasta do que isso. Ela — quando desenvolvida de modo a criar novas maneiras de perceber, sentir, pensar e transformar a realidade para além do constituído — age ontologicamente na existência.
É isto que o governo federal de Lula vem sacando. O que está lhe permitindo promover o que pode ser considerado o início de uma revolução no sistema educacional brasileiro.
“Ensino Médio Inovador” é a forma pela qual está sendo chamada a reforma do ensino médio público do Brasil. A principal mudança é na organização curricular. Esta etapa da educação está sendo considerada, segundo trabalhos de discussão realizados pelo Ministério da Educação, como a mais frágil. Isto em razão do estilo, dos métodos, metodologias e formas de ensino que não surgem como acontecimentos interessantes na existência dos estudantes.
Este fato torna-se evidente quando analisamos a atuação de alguns professores, diretores, pedagogos e outros profissionais da educação como atores que insistem em métodos coercitivos, disciplinares e controladores, como uma forma de pedagogia. Estas atitudes reforçam a escola como um espaço desestimulante para uma práxis educacional criativa.
Daí esta maneira de pensar a educação ser formalizada na imagem de um currículo que reúne os saberes, codificados historicamente, em uma segmentaridade dura. O que faz da educação um vazio, uma vez que não permite que estes saberes construam, junto aos estudantes, aos professores e à comunidade a cidade como um espaço democrático livre.
É tentando romper com esta segmentaridade dura que as propostas desta Reforma contemplam a entrada de no mínimo 20% de disciplinas optativas no currículo das escolas públicas de ensino médio no país. Estas disciplinas vão além das disciplinas tradicionais e se envolvem com saberes mais amplos relacionados a diversos tipos de linguagens, ciências humanas, atividades culturais e artísticas. O estudante ainda poderá participar das escolhas das disciplinas que serão agregadas às consideradas básicas.
Esta reforma está sendo apresentada ao Conselho nacional de Educação (CNE) como um projeto. O documento base, realizado pelo Ministério da Educação, foi discutido hoje pela primeira vez pelos membros do conselho.
Segundo a Agência Brasil: “O CNE vai realizar audiências públicas para discutir o novo modelo de ensino médio. O processo deve ser concluído até julho. Depois dessa etapa, o ministério começará as negociações com os estados. Serão firmados acordos de cooperação a partir das mudanças propostas pelas secretarias, com a previsão de apoio técnico e financeiro do governo federal para a implantação dos novos modelos”.
O conselheiro Francisco Aparecido Cordão, relator do projeto no CNE, disse que “A escola deixa de ser um auditório da informação e passa a ser um laboratório de aprendizagem” com estas mudanças. Para tanto o projeto também prevê o aumento da carga horária de 2,4 mil para 3 mil horas/ano e a inclusão de atividades práticas para complementar o aprendizado.
Segundo Carlos Artexes, coordenador-geral do ensino médio, “o MEC tem o papel indutor, mas não de definição do currículo. Os estados já estão tentando fazer isso porque o currículo do ensino médio não pode ser endurecido, o ministério agora está dando os instrumentos para essa mudança”.
Esta transformação na educação do país resulta, necessariamente, em outras mudanças nos vários setores que estão ligados em redes à educação, como o transporte público, a disposição existencial-educacional dos professores, o ânimo cívico, cidadão e ético dos governantes, a compreensão de educação dos secretários de educação, bem como o comprometimento com a educação não como uma mercadoria de troca, mas como uma contínua criação de novos modos de existência divergentes dos fundamentados pela subjetividade capitalística.
Mudanças não se realizam com leis…É preciso uma mudança de mentalidade, que não se faz da noite para o dia. Há neste projeto um estudo sobre como preparar os professores para as mudanças? Há neste projeto um estudo sobre a situação estrutural da escolas? Será apenas mais um projeto de governo, que muda conforme o mandato?
Por favor, olhem para nós….estamos cansados…muito cansados…Não somos resistentes, nem incompetentes. Queremos as mudanças que forem para melhorar, mas precisamos de apoio. Que elas (Mudanças) não caiam sobre nossas cabeçasda noite para o dia. Coloquem mais amor pelo ser humano, pelo país e pela educação quando forem tomar suas decisões e criar seus projetos, leis e decretos…
Vejo esta reforma no Ensino Médio como salvadora, pois os estudante se sente perdido quando não conseguem ser aprovados em qualquer curso superior, isto é, ficam sem opção, principalmente profissinal, acredito que todos se empenhando neste novo modelo de ensino médio podemos dá um grande passo para formar nossos jovens.
Você provavelmente não deve estudar mais, pois se estudasse veria que essa reforma de nada servirá à nós estudantes.
ela tem como intuito deixar de fazer aulas teóricas e focar mais as aulas práticas com estágios não-remunerados.
Observando a nova proposta da educaçao chamada de “inovadora”, podemos constatar, que teoricamente e muito bem montada as ideias sao muito bem elaboradas, que nos deixam com um pensamento elevado, mas, porem, quando começamos a analisar sob o ponto de visto do professor, deixam-nos vazios e tristes. Isto porque querer cobrar do professor ou professora, um esforço muito alem de suas capacidades fisicas. Explico,melhoria financeira para o professor ou professora “NADA”. Creio que um melhoria na educaçao, primeiro passa ,melhoria de salario do professor(a). Nao acredito em mudança educacional se primeiramente nao VALORIZAR o profissional da educaçao, dando ao mesmo uma condiçao digna de viver decentemente como um Educador comprometido com o seu trabalho (nao ter que trabalhar muito em varias escolas ou ter a educaçao como um “bico” e ter outra fonte de renda para viver). E lamentavel que os nossos politicos nao veja isto, e continuam com as suas ideologias e hipocrisias.
Assino em baixo tudo que Gisele e Francisco Barbalho disse.
Estava dando uma olhada na proposta do ensino “inovador”. Vejo o cronograma e observo que aqui na PB(Campina Grande) estamos muito atrasados.Projetos das áreas foram feitos, a verba já foi liberada(Governo Federal), todo material já está na escola, mas a parte que compete ao Governo do Estado NADA(muita conversa e nada de ação). Gostaria de maiores informações sobre as obrigações dos Governos Estaduais sobre a melhoria salarial dos professores envolvidos nesse projeto.
Walter,
é provável que as coisas que você descreve estejam ocorrendo por todo o Brasil. Ou seja, está rolando muita grana federal para projetos que os governos estaduais e municipais estão transformando em mera simulação.
O Ensino público, embora o investimento alto da União não se modernizou. Fisicamente as escolas são inadequadas e não estão funcionando com os materiais que deveriam existir e ainda estão sendo utilizadas na prática final em sala de aula o processo ensino-aprendizagem de cinquenta, cem anos atrás.
É preciso que pais, alunos, educadores, cidadãos de forma geral pressionem, fiscalizem, porque para os corruptos, quanto menos o ensino se desenvolver melhor para os seus desvios e suas simulações.
Abraços afinados!
Chega até ser ridículo a ‘REFORMA MARAVILHOSA’ do ensino médio! Pois será uma maneira mais fácil de se destruir o Brasil!Sou aluna de oitava série, e não concordo com a reforma, pois diminuirá totalmente o nosso ensino, onde teremos que ficar o dia todo dentro da escola, onde não há salas de aula e nem professores, pois também teremos que trabalhar para o governo e não receberemos nada em troca! depois comparam o Brasil com outros países, e não admitem que somos um pais de baixo nível… GRAÇAS AO GOVERNO!!!
Essa reforma vai fazer com que alunos abandonei a escola. Podem ter certeza. A escola vai passar a nos preparar para sermos os operarios, enquanto os medicos e advogados serão os alunos das escolas particulares, e não poderemos competir com eles em uma faculdade. Vão nos acostumar a ganhar pouco, sair cedo de casa e voltar tarde. Essa reforma não vai prestar para nada.
O governo no Brasil acostumou-se a criar e aplicar nesse país do faz de contas, medidas paliativas no que se refere a saúde e principalmente a educação! Tenho dito: “Os governantes brasileiros, transformaram o Brasil é uma Piada de mau gosto”. Abraços fraternos!!! Força e honra!!!