i iNDA TEM FRANÇÊiS Qi DiZ Qi A GENTi NUM SEMO SERO

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@ QUATRO DEPARTAMENTOS DA BOLÍVIA VÃO SE DECLARAR AUTÔNOMOS? Autônomos de quem? Do governo democraticamente eleito e referendado de Evo Morales? Mas não são quatro departamentos, o que menos importa na política é a maioria, mas a linha que predomina: o que predominou nessas regiões foram a presença politiqueira de grandes latifundiários, que, pretendendo talvez predominar por mais 500 anos, que ficaram com medo de explicar uma certa “função social” de fazendas. Dessa vez não é só falta de entendimento, eles sabem que suas fazendas nada têm de função social, de nada servem à coletividade, a não ser para propagar e manter a miséria estabelecida. Será que eles se dizem autônomos ao Império americano, que os subsidia? Outro medo é o terceiro referendo, previsto para o próximo ano, que decidirá quais governadores e se o próprio presidente Evo deve continuar no poder. Como um democrata, Evo não teme a população. Já a direita… I inda tem françeis…

@ PARA OSCAR NIEMEYER NÃO SÃO 100 ANOS. São as curvas, os planos que ele compôs com sensibilidade e envolvimento com as pessoas e a natureza. “Importante não é a arquitetura, mas a própria vida, os contatos humanos e esse espírito de justiça e fraternidade que vai marcar o mundo de amanhã”. Comunista assumido desde os 20 anos, aproxima sua arte de uma existência ética, baseada na luta para diminuir a hipocrisia e a desigualdade entre as pessoas. Embora Brasília tenha sido assolada por tantos que não reparam nessa linha, o arquiteto preparou-a para isso, por isso o apoio irrestrito a Lula e aos outros socialistas da América do Sul; nutre ele o mesmo desejo de se distanciar o país e o continente do controle norte-americano. Para quem vive com essas convicções, não interessam as homenagens, ainda que fosse 101… I inda tem françeis…

@ INLAND EMPIRE O IMPÉRIO DOS SONHOS, DE DAVID LYNCH, veio para deixar os telespectadores de olhos de vidro pedrados e os críticos de olhos de aço enferrujados. O desespero do olhar anuviado. Os que já viram e os que ainda não viram o cinema (quem viu e quem verá?) parecem buscar explicar uma lógica ou porque não há uma lógica no que vêem. (Mas não vêem). Nunca se acostumaram em ter de envolver-se pelas imagens, quer sirvam a uma identificação realista do telespectador sensório-motor ou do surrealismo enquanto escola obviedada pelo cinéfilo com ingresso gratuito na avant premiere. Pouco importa isso. Para Lynch, ou em Lynch, o que vale, e o que vale nas três horas deste Inland Empire, é que nunca a imagem se complete pelo entendimento, que seja levada pela eternidade, porque a quem viu ou a quem não viu, pouco importa, essa imagem distorcer-se-á, suavizar-se-á, intensificar-se-á a todos e nunca se prestará à ditadura da imagem-ação hollywwodiana. Pode-se dizer que Lynch é um cineasta solidário, pois dá a ver uma imagem imprevisível, estranha, intempestiva, que nunca cessará seu movimento no espírito, que nenhum entendimento redutor poderá capturar. Nenhuma explicação. E por isso abundam os que gostam de Lynch porque nada entendem e os que não gostam porque nada entendem. Mas quem será solidário com Lynch para conversar sobre essa imagem que não pára de transmudar-se infinitamente em Novo Olhar. Agora difícil será assistir nas salas-shopping coca-pipoca-cola de Manaus. Felizmente há outros meios. I inda tem françeis…

        Vamos que vamos

                Porque não chegamos

                        Porque ainda não fomos

                                E se formos não chegaremos

                                        Ora, então vamos logo nessa!

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