i iNDA TEM FRANÇÊiS Qi DiZ Qi A GENTi NUM SEMO SERO

@ CHAVEZ VENCE MAIS UMA NAS URNAS, PARA DESESPERO DA MÍDIA. Desta vez, até o Departamento de Estado considerou o referendo sobre a reeleição na Venezuela como legal e democrático. Ainda assim, mesmo passando pela sua 15a consulta popular e um golpe de Estado (fracassado, e dado pela oposição, com o apoio estadunidense), há quem se junte ao côro dos que consideram antidemocrático o governo de Chávez. A própria direita venezuelana perde a chance de apontar erros do governo do comandante, que perdeu eleitores, apesar de ainda contar com a maioria, ao continuar com o discurso do imoralismo. O mesmo discurso que não adesivou, por exemplo, em Uribe, na vizinha Colômbia. É que Uribe era caro aos interesses dos Republicanos (EUA) na América Latina. Já Chávez, com todos os equívocos, tem modificado a vida do povo venezuelano. Como aponta o jornalista Rodrigo Vianna em seu blog, o povo venezuelano não carrega a passividade do brasileiro: gosta de se envolver nas questões políticas. Daí existirem “contradições”, como por exemplo, uma cidade votar em massa a favor de um plano de Chávez, mas eleger um prefeito antichavista. É que a população, a despeito do hiperrealismo midiático, ainda atualizam as imagens no plano do real, e escolhem independentemente da opinião de quaisquer articulistas amestrados de telejornal. Se o governo de Chávez conseguirá implantar uma democracia duraroura e próspera, só o tempo – e o povo venezuelano, e mais ninguém – poderão dizer. I inda tem françêis…

@ CUNHA LIMA JÁ FOI. JACKSON LAGO É O PRÓXIMO. MANAUS NA ROTA. Desde o dia 20 de novembro do ano passado, o agora ex-governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB), estava na corda bamba. Salvo sete dias depois através de uma liminar deferida pelo próprio TSE, e posteriormente por um pedido de vistas que irritou o ministro Ayres Britto, o governador foi finalmente defenestrado da cadeira do governo do estado. Outro governador está na mira do TSE: Jackson Lago, do Maranhão, divide opiniões. Há quem veja orquestração da família Sarney em sua queda, mas para quem acompanhou de perto a questão, como o comitê maranhense do MCCE, vê como coerente a cassação do atual governador. O julgamento do seu caso deve ocorrer logo após o carnaval. De qualquer sorte, fica como epíteto da atuação do TSE – segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas, uma das instituições brasileiras que possui altos índices de confiança do público – de que ganhar uma eleição por ganhar, no Brasil, está muito mais difícil. É essa a expectativa que faz com que a população de Manaus continue crendo – uma crença pela razão, não pela imaginação – na instalação definitiva do regime democrático na cidade. É que a despeito da blindagem em papel-de-seda feita pelo TJ-AM à candidatura cassada em primeira instância do atual prefeito interino, Amazonino Mendes, no TSE este tipo de “jurisprudência” nociva à ordem democrática não prevalece. Daí, como os paraibanos, resta apenas aos manauenses aguardar, contando com a atuação ativa e positiva da procuradoria-geral eleitoral, através do Dr. Edmilson Barreiros. Enquanto isso, é ir levando a vida numa cidade sem prefeito e sem prefeitura. Até que a democracia chegue, definitivamente. I inda tem françêis…

@OS AFOXÉS ESTÃO SE ACABANDO NA BAHIA”, é o que diz Hamilton Borges, liderança do Movimento Negro da Bahia. Com a imposição do Carnaval de Salvador, baseado no “axé”, proveniente dos cultos afro, mas que, segundo Hamilton, “não tem nada a ver com essas referências”. Enquanto isso afoxés tradicionais da Bahia, como Badauê, Obaxirê, Ébano, Filhos do Korin Efan e Filhos do Congo, enumerados por ele, ou estão praticamente extintos ou resistem com extrema dificuldade. O único que ainda prospera é o Filhos de Ghandy, devido ao fato, segundo Hamilton, de estar ligado aos grandes terreiros de Candomblé da Bahia (Gantois, Casa Branca, Ilê Axé Opo Afonjá). Ele critica o lucro milionário dos blocos do falso axé exclusivo para turistas alienados: “Os negros criaram todo o capital simbólico que faz o carnaval da Bahia ser uma festa com caráter internacional. O principal movimento do carnaval de Salvador, que é o Axé, vem de uma referência religiosa, que é o Candomblé. Mas a música que virou marca do carnaval baiano não tem nada a ver com essas referências. Existem comunidades que perderam o conhecimento dos blocos que se formaram. Já estão caindo no esquecimento. E como não há mais esse conhecimento, essas comunidades não se inserem mais no carnaval a partir de uma leitura própria, de um código próprio. Ela não vai se reinserir no carnaval de shortinho e abadá.” O mais sério é pensar que os verdadeiros afoxés estão desaparecendo por causa de Ivete Sangalo, Carlinhos Brown, Claudinha Leite, Daniela Mercury, Netinho, Chiclete com Banana… I inda tem françêis…

Vamos que vamos

Porque Dionísio já foi

Com a desmedida alegria

Para onde a carne não vai

Evoé! Evoé! Evoé!…

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