i iNDA TEM FRANÇÊiS Qi DiZ Qi A GENTi NUM SEMO SERO

@ LULA COBRA AUMENTO DE BENEFICIÁRIOS DO BOLSA FAMÍLIA.Não haverá crise no mundo que me faça tirar um centavo dos pobres, afirmou o presidente Lula na cerimônia do prêmio Práticas Inovadoras de Gestão do Bolsa Família. O recado é para as viúvas no neo-liberalismo, que continuam apregoando na imprensa a necessidade de conter gastos, quando os governos dos países ricos continuam abrindo as torneira e já mandaram às favas o Consenso de Washington – se é que um dia o adotaram. A maior prova é o neo-fóssil Bush, que continua batendo na tecla do Estado mínimo, enquanto os seus comandados (ou seriam já de Obama?) despejam dinheiro público para socorrer o moribundo mercado. A quem ainda parece duvidoso que a volta do cipó de aroeira no lombo de quem mandou dar (leia-se os especuladores), a iminente falência da toda-poderosa GM é argumento mais que suficiente. Cá em terras locais, Sadia e Aracruz, a inimiga dos povos nativos, experimentam o amargor da ressaca financeira, travestida de crise. Lula cobrou, no encontro, que os prefeitos se empenhem em expandir o programa federal de transferência de renda. Ele ainda encontra, em suas andanças pelo país, famílias pobres que não recebem o benefício. Sabe o Sapo Barbudo que a verdadeira crise que o capitalismo provoca é a fome, física, social, de democracia e de direitos iguais. I inda tem françêis…

@ BOLÍVIA DESINFECTA SEU TERRITÓRIO DE “PAÍS” ILEGAL. Existente há muitos anos, encravado dentro da província de Santa Cruz, existe um território vasto, que engloba várias cidades nas zonas de Chiquitanía e Cordillera, e tem sua sede na fazenda Caraparicito. Todo este território, maior que Andorra, Malta e San Marino, era comandado pelo estadunidense Ronald Larsen. Graças ao poder de fogo de Larsen, que mantinha exército particular e vasto arsenal, com metralhadoras, granadas e gás lacrimogêneo, o território era um verdadeiro país dentro da Bolívia, tolerado pelo governo santacruzense, maior opositor do governo de Evo Moralez. “Larsenlândia”, como era conhecido, chegou ao ponto de declarar guerra ao governo boliviano e sequestrar o Ministro de Tierras, em abril deste ano. O Ministro realizava trabalhos de recenseamento das terras bolivianas. Larsen contou com a conivência dos governos federais anteriores a Moralez, mas não existem registro legais de como ele conseguiu ser proprietário de tanta terra. Lá, utilizava a mão-de-obra dos nativos (os Abás Guaranís) em regime de escravidão. Era um dos focos do apoio estadunidense às tentativas de secessão por parte da província de Santa Cruz, que literalmente veio abaixo após o referendo revogatório. Numa operação admiravelmente bem organizada, e sem colocar em risco os seus homens, o governo boliviano adentrou a fazenda Caraparicito, prendeu Larsen e está realizando o recenseamento de terras. Aquelas que comprovadamente forem improdutivas, são automaticamente confiscadas, sem direito à indenização. Cento e vinte anos após o massacre dos Abás Guaranís por parte do governo boliviano, agora, este governo, capitaneado por um nativo, devolve aos locais as suas terras. Quanto a Larsen, será indiciado por roubo, sequestro e sedição. Já não há mais focos importantes de separatismo, e o governo, cada vez mais fortalecido, realiza a verdadeira revolução esquerdista da América do Sul. Ao contrário do que dizem os periódicos brasileiros, é Evo quem é mestre, e quiçá Chavez pudesse aprender algo com ele. I inda tem françêis…

@ FUNCIONÁRIO DO WAL-MART MORRE PISOTEADO EM MEGALIQUIDAÇÃO. Um homem de 34 anos, funcionário da rede de lojas de departamento Wal-Mart, morreu pisoteado na tradicional “Black Friday”, data posterior ao Dia de Ação de Graças que marca o início da temporada de liquidações pré-natalinas. O homem foi soterrado pela multidão de donas-de-casa e consumidores, que preferiram não perder aquela oferta “exclusiva” a socorrer o funcionário (nem poderiam, na verdade). O fato ocorreu em uma das lojas da rede, em Nova Iorque. A Wal-Mart emitiu um comunicado onde afirma que “a segurança de nossos clientes e funcionários são a nossa principal prioridade. Talvez a partir deste lema, a loja, que vende de tudo, tenha sido a escolhida pelos assassinos da Columbine High School, em 1999, para a compra das munições que seriam usadas no massacre. Com a ajuda de Michael Moore e de parte da comunidade estadunidense, a rede, sob pressão, deixou de vender “de tudo” – ou pelo menos armas e munição. Quem sabe fosse suficiente um aviso indicando que os consumidores só poderiam abater consumidores que não comprassem na Wal-Mart. Mas não se trata da loja, que é apenas mais uma na rede mundial do capitalismo. Este, sim, continua intacto, a despeito da crise e da morte do funcionário. Merry Christmas! I inda tem françêis…

@ ATAQUE TERRORISTA EM MUMBAI, começado na quarta-feira, com a morte dos últimos três terroristas entrincheirados no famoso hotel Taj Mahal, termina, segundo a polícia indiana. Mas o terror continua principalmente devido devido às características particulares do ataque. Formado por homens entre 20 e 25 anos de idade, que se apresentaram como pertencendo ao grupo Mujahedin do Deccan, mas todos os especialistas em redes terroristas afirmam que esse grupo não existe. “Mujahedin” são os guerreiros islâmicos e “Deccan” é uma região no sul da Índia. Seria uma forma de desvincular o atentado da da maior parte da minoria islãmica na Índia, que fica ao norte, e também do Paquistão. Já o governo indiano aproveita para tentar jogar a responsabilidade ao governo paquistanês. A CIA, por sua vez, diz que o ataque pode ser uma resposta a Obama. De qualquer forma, o saldo que se acrescenta às estatísticas do terror é de 25 terroristas mortos, mais 150 pessoas entre soldados, turistas estrangeiros e civis indianos, mas tudo desaparece na tela total do monitor de vídeo ou computador. Enquanto cidades como Mumbai vão se consolidando como centros financeiros, uma população cresce enquanto aumenta a segregação de seus direitos, de seus sentidos até a saturação. Mais do que o nome do grupo, ou cassar Osama, como quer Obama, é isso que governos como o indiano, considerado politicamente moderado, tem de resolver. I inda tem françêis…

Vamos que vamos

Que se não chegarmos amanhã

É porque não fomos hoje…

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