i iNDA TEM FRANÇÊiS Qi DiZ Qi A GENTi NUM SEMO SERO

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@ BANDA LARGA EM 55 MIL ESCOLAS PÚBLICAS EM DOIS ANOS. O Presidente Lula, em discurso de abertura do ano letivo, em cadeia de rádio e televisão, divulgou que o governo, em parceria com a iniciativa privada, vai instalar até 2010, internet com banda larga em 55 mil escolas da rede pública de ensino, o que corresponde à totalidade da rede urbana nacional. Segundo o Sapo Barbudo, “Só assim faremos nascer um novo século da educação no Brasil (…) marcado pela democratização do acesso ao conhecimento, onde o mais importante seja o mérito e a competência, e não o berço ou sobrenome”. Uma indireta para as famílias Marinho, Frias, Mesquita e companhia epistemologicamente limitada? Possivelmente. Lula carrega o humor como forma de desestabilizar a seriedade deprimida. E mais: com acesso de banda larga nas escolas, será possível democratizar mais ainda o acesso à outras perspectivas e olhares sobre os fatos. Se com a limitação do acesso à internet, os blogs desviantes, sivuqueiros e companhia afetantemente ilimitada já fazem estrago na normatização da informação sustentada pela chamada grande mídia, ao ponto de chiliques como os do Estadão (com a malfadada campanha do macaco-blogueiro), Revista Veja e Folha de São Paulo (com a ojeriza aos “blogs politicamente aparelhados”, como se todos os blogs não fossem feitos por seres humanos em coletividade, e, portanto, políticos, ainda que falem sobre as futilidades televisivas), agora, imaginem a Bodega Cultural nas bicas dos estudantes cearenses, o Blog Metropolitano nas quebradas do sertão da Bahia de todos os luminantes não-alunos, o Prática Radical radicalizando as escolas em Sampa e no Brasil… I inda tem françêis…

@ GLOBAIS FAZEM NOVELA NO SENADO. Atores globais (sentença sintática que carrega uma contradição inconciliável), dentre eles Carlos Vereza, Letícia Sabatella e Osmar Prado, estiveram esta semana no Senado Federal para discutir a transposição do Rio São Francisco. Vereza afirmou não confiar no governo. Coincidente ponto de vista partilhado pela patroa, a Globo. Osmar Prado chorou, e teve que deixar claro: “Não é uma representação”, disse, entre fungos e lágrimas. Letícia Sabatella pediu aos senadores para que não se transformasse o debate “num teatro”. Nem poderiam. Nem senadores nem atores globais tem o entendimento da potência política-lúdica do Teatro, e jamais poderiam transformar o engodo que foi e encontro em teatralidade, o farsesco que revela a farsa do social burguês. Ciro Gomes, casado com uma global, querendo se mostrar diferente, caiu na esparrela. Fosse teatro, manifestação da potência do homem, a população sentiria. Como é marketing e ilusão, a população passa ao largo. Nem toma conhecimento. Oh, vã vaidade desses atores da Vênus platinada! I inda tem françêis…

@ CHÁVEZ DIZ QUEM É TERRORISTA. A dificuldade de sintonia do Partido Republicano com a realidade é grande. Não bastando a surra antecipada que devem tomar dos Democratas nas urnas, os congressistas do partido conservador estadunidense sugeriram a inclusão da Venezuela na lista de países considerados aliados ao terrorismo. Hugo Chávez, ao saber da sugestão, não perdeu tempo e altercou: “O primeiro país que eles têm de colocar na lista dos que apóiam o terrorismo se chama Estados Unidos e o primeiro na lista de pessoas é George W. Bush. Inclua-se na lista dos terroristas do mundo”. Nada mais natural, afinal, Bush acaba de vetar uma lei proposta pelo mesmo congresso, que tornaria crime o waterboarding como método de inquérito pela CIA e outros órgãos de defesa. A justificativa de Júnior é a de que é necessário manter dentro da lei todos os mecanismos possíveis para arrancar respostas dos terroristas. “Os EUA atuarão dentro da lei. Asseguraremo-nos de que os profissionais têm os instrumentos necessários para fazer seu trabalho dentro da lei”. A lei, portanto, é apenas uma garantia para que o Estado continue praticando o terrorismo dentro de suas delimitações. Se o filosofante Michel Foucault tem razão quando diz que a corporificação de um Estado é o seu corpo de leis (e o Bloguinho compõe com ele neste saque), então a decisão de Bush formaliza o reconhecimento dos EUA como um Estado terrorista. Chávez, portanto, está certo. Menos para a mídia nativa, para quem o mundo é pior do que o visto pelos republicanos estadunidenses. I inda tem françêis…

@ MAIS TIROTEIOS NAS ESCOLAS ESTADUNIDENSES. Na semana passada, foram quatro. Esta semana, já são cinco os casos de ataques a locais públicos com armas de fogo nos Estados Unidos, dois deles em escolas. O mais recente aconteceu na Northern Illinois University, no Condado de Delkab, Chicago. O atirador, Steven Kazmierczak, era ex-aluno da instituição, licenciado em Sociologia em 2006. Todo vestido de preto, com uma arma em cada mão, atirou em todas as direções, matando 7 e ferindo 16. O jovem se suicidou em seguida. As autoridades estadunidenses desconhecem os motivos da ação. Só eles. I inda tem françêis…

@ ENCONTRO DISCUTE TEVÊ PÚBLICA. O encontro que teve início anteontem (14) e foi até ontem (15), teve como objetivo estreitar as relações profissionais entre as tevês públicas do país. Problemas técnicos como equipamentos de má qualidade, falta de recursos financeiros, intromissão do governo nas linhas editoriais e uma organização do regime de trabalho que se contrapõe à atividade jornalística, entre outros, foram os temas em destaque discutidos. O encontro contou com a presença de tevês de várias regiões do país. Entre os representantes das tevês públicas da Região Norte, estiveram Pará e Acre (o Amazonas não é mencionado nas notícias sobre o encontro). Não é de se admirar que entre as discussões ocorridas no encontro, a preocupação em se debater a necessidade de uma tevê pública que escape ao reducionismo epistemológico e à limitação das programações fechadas nos interesses, nitidamente, mercadológicos dos donos temporários das concessões públicas das redes de tevê, não tenham sido levantadas. O encontro se resumiu às questões técnicas e de parcerias, o que evidência o papel comercial que a mídia televisiva sempre conservou, deixando seu efetivo objetivo de prestação de serviço público preso às estruturas do capital. A EBC foi criada pelo Governo Federal em 25 de outubro de 2007 e “corresponde à união do patrimônio da Empresa Brasileira de Comunicação (Radiobrás) e da Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto (Acerp)” e tem por objetivo promover radiodifusão com uma programação que incentive a cidadania através de conteúdos ligados à cultura, educação, ciência, arte e tecnologia. A iniciativa de se discutir a tevê pública no Brasil tem sido bastante desenvolvida pelo Governo Federal na gestão do presidente Lula, todavia, ainda persiste uma insuficiência cognitiva por parte dos representantes das redes de tevês no país que os impede de expandirem as discussões para além dos interesses financeiros. I inda tem françêis…

Vamos que vamos

Que quem foi não vai voltar

E quem voltou não chegou

Já que a volta nem existe…

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