RECORD vs. RGTV: ESGARÇAMENTO DA IGUALDADE MEDIÁTICA

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O chamado império midiático da Rede Globo de Televisão (RGTV) mais do que nunca vem dando sinais de decadência. Suas próprias crias percebem isto e começam a expor esta situação. Foi o caso da menina que chegou pela emissora plebéia, foi promovida a princesa, levada aos píncaros da glória como rainha e agora vive seus dias de bruxa: Xuxa. Ela teve seu talento de entreter infantilizando, escoado de cinco dias por semana para um programa que vai ao ar somente aos sábados. Isto ocorreu depois que ela passou de rainha dos baixinhos para bruxa dos baixíssimos níveis de audiência da família Globo. Mas ela não deixou a queda de status abalar o seu balanço e, tendo o seu buraquinho penetrado por um sopro de inteligência, disse  não ser somente o seu ex-programa que despencava, mas  toda a RGTV.  A rede de TV, conhecida e reconhecida pela sua ligação direta com a ditadura militar, nascida graças ao investimento do capital estrangeiro do americano Grupo Time Life, que garantiu o projeto tecnológico e expansivo do regime totalitarista imposto no Brasil, agora se vê acometido da insuficiência de alcançar todo o território brasileiro. Coisa a qual selava a sua parceria com a ditadura.

A RGTV vem sofrendo quedas consideráveis de audiência de sua programação, entre tantas outras razões, devido ao alto ibope que a Rede Record vem alcançando. Dos vários programas da Record, ontem (07/01/2008) foi inaugurado o telejornal Record Norte, com sede em Belém-Pará. Este programa jornalístico conta com níveis de tecnologia análogos ao centro de jornalismo da emissora e pretende realizar uma cobertura geral da região Norte.

A escolha da emissora pela região Norte pode ter sido feita pela importância que ela adquiriu desde o primeiro mandato do presidente Lula. Na gestão de Lula, a região Norte recebeu do Governo Federal uma atenção e um respeito que fez com que ela entrasse no cenário geoeconômico brasileiro com bastante força. E não foi somente as sua duas metrópoles (Belém e Manaus) que foram beneficiadas, mas como toda a sua região interiorana vem sendo beneficiados com as políticas sociais do Governo Federal com projetos como Luz Para Todos e a indenização paga aos descendentes de quilombolas. Os governos anteriores, como o de FHC-DEM/PFL, nunca conseguiram este êxito. Não é à toa que a direitaça brasileira se contorce toda quando vê o Governo Federal fazendo com inteligência e sensibilidade o que eles não conseguiram.

O novo programa da Rede Record, o jornal Record Norte, demonstra o quanto o Governo Federal está fazendo o Brasil crescer economicamente. Antes rede nenhuma de televisão tinha se interessado com tanto afinco em instalar uma sucursal sua na região Norte, que sempre fora alvos de preconceitos. Não é grande esforço perceber o porquê da RGTV nunca ter tido este interesse ou ter realizado tal feito: ela sempre esteve, e ainda está ligada a direita. Seus interesses junto aos militares eram de uma expansão regional que em nada expandia a consciência da população, muito menos se preocupava com suas condições de saúde, educação, infra-estrutura e afetividade. Seus interesses estavam concentrados na centralização da força militar no país através de vias de transporte como rodovias, aerovias, rotas fluviais e infovias, que viram na televisão e na RGTV o grande negócio.

A Rede TV Record carrega os mesmos traços semióticos da mídia seqüelada. Todavia, demonstra ter a fissura pela qual deixa passar as linhas de intensidade que permitem uma percepção para além do óbvio. Percebeu a atual situação favorável em que o Governo Federal está ainda construindo na região Norte. Que a sua programação esteja dentro da estagnação-igualdade exigida pela lógica mediática mercadológica, isto é notório. O caso é que ela avança quilômetros na frente da RGTV quando se constitui como uma emissora que não se isola em suas parcerias direitiça, fazendo biquinho e batendo o pé frente à alegria que o governo Lula compõe. Não foi à toa que vários atores estão migrando de outras emissoras para esta. Não foi à toa que Fafá de Belém foi aquela que abriu o Record Norte, falando de sua importância para o povo amazônida, ela que foi também uma dos outros cantores e artistas que acompanharam a campanha Lula rumo ao Novo mandato.

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