CONFRONTO MÉDICO-ADMINISTRATIVO

Conforme noticiado no último domingo neste bloguinho, o metropolitano-itacoatiarense que sofreu violência institucional nos hospitais de Manaus esteve esta semana no Hospital João Lúcio, donde foi encaminhado para internação no Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV), sendo orientado para comparecer ao referido hospital na sexta-feira.

Lá chegando, ao apresentar a documentação ao médico plantonista, teve sua internação recusada por este. Embora houvesse vagas, o médico alegou que o hospital não teria recursos para manter a alimentação, remédios e material hospitalar até a data marcada para a cirurgia (segunda-feira). O médico ainda teria afirmado aos familiares do paciente que o SUS não teria recursos para tal procedimento. Após insistência de familiares do paciente, o médico plantonista ligou para o colega que havia encaminhado, que confirmou a necessidade da internação. Afirmou, no entanto, ser ele o médico plantonista e que não iria autorizar. Insistiu ainda para que os familiares deixassem o documento da internação alegando ser procedimento burocrático. A família se recusou a entregar. O paciente terá que retornar segunda-feira para novamente tentar internação no hospital.

Consultada por este bloguinho, uma médica afirmou ser obrigação da instituição hospitalar em questão, uma vez que existia leitos à disposição, ter aceito o documento expedido pelo médico do Hospital João Lúcio e ter internado o paciente.

Tal situação se configura como mais uma violência institucional ocorrida na saúde pública de Manaus. Sendo que desta vez, segundo o que foi informado a este bloguinho, evidenciou-se um confronto médico-administrativo, onde uma falsa autoridade se fez presente por parte do profissional médico do HUGV. Falsa autoridade em razão de não haver um entendimento sobre a saúde que vá além da organização burocrática-administrativa.

Todavia, isto ocorre dentro de um contexto que envolve uma crise financeira no HUGV, hospital administrado pela UFAM através da UNISOL, que é uma fundação criada para gerir recursos recebidos dos governos federal, estadual, municipal e de terceiros para que possa administrar com este dinheiro o hospital.

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