COLUNA VERTEBRAL
Se a Vertebral não analisou nada se realizou

# “O que é um emblema? Por sua vez, o quê é uma figura emblemática?”, perguntou a Kika, interpretando na grama, no meio da chuva, o senador “orgulho do Amazonas”, Arthur Neto. Ela, como diria Joaquim Manuel de Macedo, pela voz de seu personagem, Sr. Antônio, em sua peça O Novo Othelo, anda agora com mania de teatro. Terminou o curso de comediaturgia em Porto Alegre , e enquanto não produz um espetáculo, fica a imitar comicamente personagens que encontra na cena mundial… Encontrou Arthur no senado vociferando que Lula é uma figura emblemática, e passou a pantomima. Construiu as faces fronteiriças carregadas pelo amazonense. A tal da imagem-cristal que o filósofo Deleuze se refere. Troca alternada do virtual com o real, do real com o virtual: indiscernibilidade das imagens. Cruzes! O que é isso, queridinha? O senador tenta mostrar que acredita no que fala (real), ao mesmo tempo em que aflora uma imagem/face contrária ao que fala (virtual). Por exemplo, sua posição contrária à prorrogação da CPMF. Por isso, vociferou a tal da figura emblemática de Lula. Quis mostrar o contrário, quando Lula é na verdade um emblema: uma figura insigne. Ilustre. Quis desonrá-lo pelo recurso enfático da fala, e se mostrou elogioso ao Sapo Barbudo. Vocês precisam assistir às interpretações dela. Nada melhor para transar uma segundona TDPM- Transtorno Disfórico Pré Menstrual.
# Em sua evolução performática burlesca, interpretou o “orgulho” afirmando que Lula não era mais o Lula que conhecera em 79. Só que nesta encenação ela usou até música. Imitou Belchior, cantando: “Se você vier me perguntar por onde andei no tempo em que você sonhava (A Palo Seco)”. Bárbaro! Até a voz de taquara rachada como o sobralense se autodefine. Mostrou o princípio de identidade: o inalterável que o senador esperava do corinthiano/presidente. Mas a parte mais cômica foi a que ela mostrou a impossibilidade do amazonense conhecer Lula, por carregar menos atributos políticos/epistemológicos que o sobrevivente Silva. Pois vocês sabem, benzinhos, que um sujeito só pode conhecer um objeto dado ao conhecimento se possuir mais propriedades cognoscentes (sujeito do conhecimento) que o objeto cognoscível (objeto a ser conhecido). Isto aprendi com a Filó.
# Ambrósio, esta é hila, hila, hila, hilária! Um vereador da Câmara de Manaus, em sua jornada moral/econômica contra a pirataria, depois de abusar dos adjetivos, substantivos e verbos, na defesa de seu intento, afirmou, pasmo, que a pirataria é tamanha que estão vendendo cópia pirata do filme Tropa de Elite por 5 reais. Ambrósio, para mim, se o vereador estivesse verdadeiramente preocupado com a economia popular, ele deveria denunciar o vendedor ao Procon. Pois ele está explorando o povo. Tropa de Elite por 5 reais está um roubo. 1 real já está caro, caro Ambrósio. Como um cara tem coragem de vender um filme que a classe média entendeu e amou, por cinquinho? Isto é crime contra a economia popular, Ambrósio! Esse vereador nos lembra, com todo respeito, o caso da Elba Ramalho. Está ela em um bar, chegou um vendedora e lhe ofereceu o CD que ela acabara de gravar e ainda não estava à venda. A paraibana tomou um susto e disse que aquilo era pirataria, ao que a vendedora respondeu que precisava alimentar as filhas, e a cantora, com a voz abezerradesmamada, teve que aquiescer: deixar a vendedora em paz. Perdeu a oportunidade de ajudar a vendedora e fazer seu marketing. Era só autografar os CD’s, que seriam vendidos mais caros e ainda fazia propaganda direta ao público. Qual a tua opinião sobre tudo isso, Ambrósio? Manda teu comentário.
# Para que servem os truques lingüísticos? Para lograr o incauto, e fazer com que ele seja seu porta voz. Pira, pira, pirataria. Uso indevido do conceito. Os piratas verdadeiros só se apossavam de objetos valiosos. Jamais saqueavam um navio que não soubessem carregado de preciosidades. No nosso tempo pós-moderno, a tecnopirataria é pobre em se apossar do inútil. Por tal, nada tem de pirata. Qual o valor de um Tropa de Elite, Roberto Carlos, Paralamas, Titãs, Pato Fu, Os Filhos do Seu Francisco, etc? Nada dizem dos objetos dos desejos dos verdadeiros corsários. A sabedoria contemporânea é flórida, D. Guilhermina.
# Então, dizem que foi assim. O Hulk, o pirata do Hulk, o Incrível, o verdadeiro(?), sapecou um safanão em uma repórter que estava no Show do The Police (O Polícia) do Sting. Salta uma pergunta: o cara que se apossou do relógio do globotariano ao saber da violência marquetista, foi ameno em só levar o bobo? Ok, my boy! Estava tudo em casa: um caso de polícia com a galera inebriada. O Police não é rock. Prefiro o grupo paraense, Stress. O boyzinho da Globotariante e a repórter estavam certos no lugar certo. Ninguém é fã de Sting impunemente. Pelo que se sabe, estava a fina flor da nata alienada em questão de rock/político/social. O óleo do glamour: a sandice mediana. Eu, hein, Valda! Depois dizem que não sou feminista. Sou feminista além do hímen/himeneu.
Cansei do Rock!
Fru-fru comigo
Nem no toque
O que quero
É nhoque, nhoque.
Beijos e abraços, Vertebrais!
O capitalismo arma suas estratégias de exploração sobre o homem e quando este consegue encontrar um meio de driblá-lo as forças defensoras do grande capital se armam para combater a sanha gananciosa desses sangue sugas. O vereador Braz Silva é o timoneiro da defesa contra a pirataria. A praça dos remédios é o piratólogo da cidade é preciso combater. Vereador, você e o seu prefeito tem que combater é o lixo existentes nesses cds, devedês: paralamas, titãs, chiclete com mamão, Ivete Sem Galo, Escanques, tropa de elite. Pra mim isso tudo é porcaria. Concordo com o escritor do texto acima, que os pirtatas antigos se preocupavam em piratiar objetos de valor não cds. Agora se vocês acabassem com essas porcarias e as porcarias ditas originais e não tocasse na rádio que o vereador fala, já estaria fazendo um grande serviço para o povo do Amazonas.
O Arthur vai ter o troco dele aqui no Amazonas. O Amazonas é Lula.