RÚSSIA AFIRMOU QUE VENEZUELA NÃO SOLICITOU AJUDA MILITAR E REPUDIOU ARGUMENTO DE “GUERRA ÀS DROGAS” DOS EUA

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Kremlin reforça a ‘inaceitabilidade’ do pretexto dos EUA de ‘combate ao narcotráfico’ para ameaçar Caracas

“Não, não recebemos nenhum pedido desse tipo”, disse o chanceler, durante uma entrevista coletiva à mídia russa, ao ser questionado se Caracas havia feito pedidos semelhantes a Belarus, vizinha e aliada de Moscou no contexto da guerra da Ucrânia.

“Acredito que seja inadequado comparar nossas relações com a Belarus, que faz parte do Estado da União, com a qual temos posições sincronizadas, coordenadas e unificadas em todas as principais questões de segurança internacional, e nossas relações com a Venezuela, que é um país amigo e um parceiro estratégico e abrangente, como recentemente assinamos em um acordo nesse sentido”, acrescentou.

Anteriormente, o uma publicação do The Washington Post, citando documentos internos do governo dos EUA, relatou que o presidente venezuelano Nicolás Maduro teria solicitado assistência militar da Rússia, China e Irã. Segundo a publicação, o líder venezuelano teria entrado em contato com Vladimir Putin solicitando mísseis, radares e aeronaves modernizadas.

O chanceler russo negou o suposto pedido venezuelano, mas, ao mesmo tempo, frisou que a Rússia pretende guiar suas relações com a Venezuela pelas obrigações estabelecidas no acordo de parceria estratégica assinado em 7 de maio deste ano. Segundo o ministro, o acordo deverá entrar em vigor nos próximos dias.

O acordo, assinado pelas partes com duração de dez anos, prevê maior interação e cooperação entre os países nas esferas política e econômica, incluindo energia e extração mineral, transporte e comunicações. Prevê também cooperação em segurança e no combate ao terrorismo e ao extremismo.

O documento observa, entre outras coisas, que Moscou e Caracas se opõem a sanções unilaterais que violem a Carta da Organização das Nações Unidas (ONU) e outras normas e princípios universalmente reconhecidos do direito internacional.

O presidente Vladimir Putin ratificou o acordo de parceria estratégica com a Venezuela no último dia 27 de outubro. De acordo com o procedimento, a entrada em vigor está prevista para a data de recebimento da última notificação por escrito das partes sobre a conclusão de seus procedimentos internos.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia também reforçou “a inaceitabilidade” do pretexto de “combate ao narcotráfico” adotado pelos EUA para ameaçar a Venezuela.

“Não posso concluir meu comentário sobre a Venezuela sem mencionar nossa posição sobre a inaceitabilidade das ações que os Estados Unidos estão tomando sob o pretexto de combater o narcotráfico”, disse Lavrov.

Anteriormente, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, afirmou que o país mantém contato com a liderança da Venezuela em meio às crescentes tensões no Caribe e está pronta para atender às solicitações de Caracas.

Já o porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, declarou que as ações dos EUA em relação à Venezuela devem estar em conformidade com o direito internacional e defendeu a soberania do país sul-americano.

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