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@ CATÓLICOS A FAVOR DE ABORTO DE FETO ANENCÉFALO. Pesquisa realizada pelo Ibope em todo o Brasil, encomendada pelas entidades Católicas Pelo Direito de Decidir e ANIS – Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Ética, mostra que 72% das mulheres católicas entrevistadas (um universo amostral de 2002 pessoas) são a favor da interrupção da gravidez em caso de detecção de anencefalia fetal. De acordo com a OMS, apenas os países islâmicos e alguns da América do Sul são ainda contrários À prática. De acordo com o consenso científico, não existe chance de sobrevivência para estes fetos, já que eles não tem cérebro, a caixa craniana é aberta, e o tubo neural, fechado. São considerados natimortos. Já para a teologia vaticana, são almas, e têm direito à vida, ainda que os própios cânones não saibam lá muito bem o que seja isso. Ao Vaticano, tem restado cada vez mais uma força midiática e espetacular, no sentido de objeto de consumo, o mesmo das igrejas disangélicas-apocalípticas, cujos membros não se ocupam de segui ipsi literis os preceitos bíblicos, e apóiam candidatos corruptos e antidemocráticos, Manaus e Brasil afora, sem se importar com a criação do Reino de Deus na Terra. Politicamente, no plano das relações sociais, o Vaticano só alcança a vertente ultra-direitista-nacionalista-sexista, de Opus Dei a Marcelo Rossi. E ainda é muito. I inda tem françeis…

@ NUNCA NA HISTÓRIA ESTE PAÍS RESISTIU TÃO BEM À UMA CRISE. A frase lulística bem caberia, mas não foi proferida exatamente desta forma, e nem pelo Sapo Barbudo. Coube à ministra da Casa Civil, Dilma Roussef afirmar que o Brasil não quebrou, “pela primeira vez na história das crises financeiras internacionais”. A política econômica de investimentos governamentais e de fortalecimento das empresas e bancos públicos, mesmo com o ultra-ortodoxismo do Banco Central, levou o país a ter uma verdadeira estabilidade financeira e, dez anos após a última quebra, nas mãos do sociólogo FHC, se dá ao luxo de dispensar o FMI, coisa que nem a Islândia, paraíso europeu do bem-estar social, pode se dar na atualidade. Dilma fez notar que há sim uma desaceleração, mas destaca o papel do governo em evitar que ela se alastre. O Banco do Brasil, a Caixa Econômica, a Petrobrás e o PAC serão responsáveis por investimentos maciços no país, e a intenção é impedir que a bolha do crédito estadunidense propague a paranóia em terras brasiniquins. O que a mídia e seus especialistas em economês – que nunca passaram pelas barbas de Marx – jamais irão compreender. I inda tem françeis…

@ PAULO VANUCCHI PEDIRÁ QUE AGU NÃO DEFENDA TORTURADOR… O Ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Paulo Vanucchi, irá À AGU (Advocacia Geral da União) tentar reverter a decisão do órgão de defender o agora oficialmente considerado torturador, Carlos Alberto Brilhante Ustra, que é acusado de torturar presos políticos e matar pelo menos 64 deles, quando foi coordenador de operações e informações no DOI-CODI, entre 1970 e 76. De acordo com Paulo, a decisão é irregular, pois a Lei da Anistia não pode proteger torturadores e perpetradores de crimes continuados. A tortura é considerada crime de lesa-humanidade, e a sua vedação é cláusula pétrea na Constituição Federal. Ainda que, na prática, ela seja comum nas delegacias em todo o Brasil. Vanucchi citou o presidente Lula, como possível árbitro da questão, já que se trata de litígio entre instâncias do Estado. Esperemos que o presidente, se chamado a arbitrar, possa definitivamente elucidar os acontecimentos ocorridos nos anos de chumbo que cobrem o Brasil de vergonha e ainda hoje impedem, pelo ranço que deixou, quase 30 anos depois, a consolidação da democracia representativa. I inda tem françeis…

@ … E LULA AFIRMA QUE SERÁ ÁRBITRO NA QUESTÃO. Sabedor da querela entre a AGU e o MPF, na qual a Secretaria Especial de Direitos Humanos interviu, Lula afirmou que irá ouvir os dois lados da questão, “para ver o que é possível para evitar qualquer transtorno”. O que, em se tratando de Lula, é de preocupar os movimentos sociais que pregam a abertura dos arquivos da ditadura e a punição aos torturadores. Lula tem se mostrado, a despeito de ser um dos melhores gestores da história do país, tíbio quando a questão é arbitragem. Com seu perfil conciliador, Lula pode transformar a questão em algo negativo ao seu governo, da mesma maneira que a não-participação ativa nas eleições municipais a favor de seus candidatos (por pressão-chantagem dos partidos da base aliada) fortaleceu adversários. Enquanto Paulo Vanucchi (Secretaria Especial de Direitos Humanos), Tarso Genro (Justiça) e Dilma Roussef (Casa Civil) são favoráveis à ação e responsabilização de agentes públicos que torturaram e mataram, e a AGU e o poder militar são contrários, Lula se declara em cima do muro. Ruim para seu governo, e pior ainda para a democracia. Esperemos que a frase do presidente tenha sido apenas “de improviso”, e não reflita realmente a sua posição. I inda tem françeis…

@ GOVERNO QUER ENSINO MÉDIO E PRÉ-ESCOLAR OBRIGATÓRIOS. Esta semana, o Ministro da Educação, Fernando Haddad, encaminhou ao presidente Lula uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que torna o ensino médio e a pré-escola obrigatórios no Brasil. Atualmente, somente o ensino fundamental é obrigatório. A iniciativa vem de discussões sobre a educação na América Latina, e a proposta de tornar obrigatório o ensino médio veio de Argentina e Chile, tendo o Brasil contra-argumentado que a inclusão da pré-escola é fundamental. Houve consenso de que não adianta tornar obrigatório o ensino médio, sem que a criança seja inserida no sistema educacional desde cedo. A proposta ainda deve ser discutida nos órgãos competentes (CONSED – conselho de secretários estaduais de educação, e UNDIME – secretários municipais de educação), já que os Estados e Municípios teriam que se adaptar à nova situação. Tornar obrigatório os ensinos médio e pré-escolar significa que os municípios terão que ter, obrigatoriamente, que oferecer à população os serviços. Hoje, em muitas cidades do interior do Amazonas, por exemplo, não existe ensino médio, e na própria capital, Manaus, não há ensino de pré-escola suficientes para o atendimento de toda a demanda. Por outro lado, de nada adiantará o aumento do tempo de estudo das crianças se a proposta educacional continuar sendo a educação bancária (Paulo Freire) e limitadora dos fazeres e dizeres de seus protagonistas, os estudantes. É preciso uma educação para estudantes, e não para alunos. I inda tem françeis…

@ O BRASIL É UM PAÍS COMO OS OUTORS NO MUNDO NA CRISE? Para o professor, especialista em economia do Instituto de Ciências Políticas da Universidade de Brasília, Adriano do Amaral, a iniciativa do Governo Federal brasileiro, a qual dispõe empréstimos do Banco Central para bancos privados através da medida provisória (MP) 442 e que ainda enfrenta dificuldades em sua aprovação por parte da chamada oposição, não é algo viável. Seu argumento baseia-se no fato de a MP em questão ser mais voltada a proteção da especulação exercida pelo livre mercado do que propriamente à produção de meios voltados para políticas que beneficiem o povo. Segundo o professor, “os bancos que se envolveram em negócios complicados por excesso de ganância vão ficar sendo socorridos com dinheiros públicos. Em suma, dinheiro do povo que não costuma ser socorrido em hipótese alguma”. Por mais que seja razoável o seu argumento, o professor, talvez, não tenha se dado conta de que diferente de países que impuseram o desemprego, a redução de verbas para a educação, entre outras reduções de verbas para políticas sociais por meio de seus representantes maiores como os EUA, a França e Itália, no Brasil tal iniciativa não socorre diretamente os bancos privados, mas a economia real, o consumo de bens materiais, através dos empréstimos que estes bancos oferecem à população. Como o Brasil não trataria a crise atual mantendo o fortalecimento da economia real, já que ele ainda segura suas finanças em razão da negação, durante o governo de Lula, de entrar de cabeça nas privações impostas pelo neoliberalismo? Ao contrário dos países que agora tentam socorrer os grandes causadores da ruína do sistema financeiro internacional através dos fundos públicos que até então estiveram escondidos, o Brasil preserva a sua economia interna fortalecendo o poder de aquisição do povo. I inda tem françêis…

@ MP 442 APROVADA PELA OPOSIÇÃO. Depois de tentar impedir a aprovação da MP 442, a chamada oposição, principalmente os integrantes do DEM, chegaram a um acordo com o Governo Federal e aprovaram a medida provisória. Antes eles alegavam que a MP 442 não poderia conceder aos bancos estatais a responsabilidade da organização e controle das cartas de crédito concedidas aos bancos privados. Para eles isto seria uma responsabilidade do Tesouro nacional, o que não pode ser. O fato é que a dita oposição em nenhum momento questionou a iniciativa do governo. Tão pouco colocou em dúvida a decisão do governo federal em fortalecer o poder de compra da população. Isto deixa bem claro o quanto a oposição, de uma maneira ou outra, concorda com as decisões racionais por parte do governo. Assim, como também concorda que no Brasil a crise afeta principalmente as empresas irresponsáveis gananciosas que meteram os pés pelas mãos financeiramente. E, de quebra, ainda confirmam a segurança econômica do país. I inda tem françêis…

Vamos que vamos

Que se não fomos ontem

Amanhã quem sabe não iremos…

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