OFERTA TELEFÔNICA-OMAR DO GOVERNADOR DÁ LULA COMO BRINDE

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Se Deus é capitalista ou não, não importa, mas que o sistema econômico do Brasil é capitalista, nem comunista duvida. Assim, todos capitalizados sabem que a propriedade privada, sua célula-mater/filha, manifesta-se tanto nos corpos materiais quanto nos imateriais. Significa que todos os corpos são de propriedade de quem os adquiriu. Não importa em que condições.

Você compra uma linha telefônica, não importa o trato comercial, ela lhe pertence, nem que seja imaginativamente. Enquanto você mantiver seu contrato, ela lhe pertence. O que implica lhe pertencer o parelho, como também suas funcionalidades: mensagens e chamadas. Suas funções utilitárias. Então, você está em casa realizando qualquer atividade, dormindo, trabalhando, cozinhando, lavando, no banheiro, ou talvez em uma transa rasgada, o telefone toca, você não quer atender, mas o chamado insiste, você larga sua tarefa e vai atender. Se você é telefonicamente — simulado(a), você diz “Alô!”, esperando uma voz viva, se é que existe, e o que ouve é uma gravação da voz do governador-cabo eleitoral, Eduardo Braga, o que lhe deixa impotente para replicar, oferecendo seu candidato a prefeito, Omar Aziz. Em sua gravação, ele apresenta sua mercadoria-eleitoral embrulhada em algumas vantagens que seu voto pode proporcionar a bela “Manaus, Meu ciúme!”. Elegendo Omar prefeito você garante a coalizão prefeitura governo do estado, realização dos projetos que estão em andamento, além de garantir a parceria de Lula. O grande brinde.

VIOLÊNCIA TELEFÔNICA

Ao atender à chamada cabo eleitoral executiva, você deixou de vivenciar dois direitos que sua condição de proprietário telefônico lhe garante: um, o direito de receber uma mensagem de algum conhecido ou desconhecido que poderia comunica-lhe algum fato de seu interesse. Outro, uma chamada equivocada, discagem errada, que faz parte do contrato comunicacional, nada de violador de seus direitos, tudo porque você foi desrespeitada(o) em sua privacidade por alguém que tencionava lhe impor uma mercadoria. Função que não é precípua no contrato da telefonia-privada. Ainda mais em democracia.

O BRINDE LULA

Na oferta consumista do governador-cabo eleitoral telefônico saltam dois ruídos comunicacionais perigosos à construção democrática.

1 – O oferecimento da mercadoria-eleitoral Omar insinua que, se ele for eleito, a participação do governo Lula garantirá as parcerias para realizações de projetos. É chantagem. Dá Procom. Propaganda enganosa. Você está sendo conduzida(o) a comprar uma mercadoria que se mostra detentora privilegiada de uma qualidade única: o governo Lula. Um blefe eleitoral. Qualquer que for o candidato eleito, até o Amazonino, o governo Lula realizará parceria da forma como já vem realizando. Faz parte dos programas das políticas sociais do governo federal. Não há exclusividade para um único candidato, muito menos para o governador-cabo eleitoral.

2 – O uso indevido da voz de Lula que a mensagem insinua, como se o nordestino tivesse escolhido Omar como seu candidato. Fraude da voz do dono: Lula. Ele afirmou que no primeiro turno não apóia nenhum candidato. O que até na lógica da estúpida direita, se ele tivesse que apoiar algum candidato, seria o candidato de seu partido, PT: o arigó Praciano.

Portanto, eleitora(o), como você não é Deus para saber quem está lhe ligando, uma forma simples de evitar essa violência telefônica que lhe impõe o corte abrupto na atividade que você estava fazendo, é recorrer à empresa telefônica que você tem contrato e pedir bloqueio da linha comercial eleitoral do governador. Assim, você ficará em segurança para fritar o jaraqui ou continuar sua transa rasgada, porque não existe nada pior na hora do Love do que uma batida na porta. Ainda mais para vender um candidato.

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