QUANTO TEMPO BASTA PARA PROTEGER UM ESTUPRADOR DE CRIANÇA?

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PRODUÇÃO AFINSOPHIA.ORG

 

                                                               Todo estuprador é castrado, assim como quem lhe protege!

                                                                                           Psiquê Normalis 

 

 

QUANDO A VIOLÊNCIA-SEXUAL NÃO TERMINA NO CORPO

 

O escritor Milan Kundera, afirma: “A luta do homem contra o poder, é a luta da memória contra o esquecimento!”. 

 

A Democracia o parafraseia: A luta do homem contra o poder, é a luta da inteligência contra a estupidez-mistificada!

 

Além de Freud, o sexo como instinto-libido de viver, não é só humano, mas também vegetal. Nenhum animal e vegetal vive sua energia-sexo sem reprodução de sua especie. Disposição para continuar.

 

Mas, no homem, em função da força dos valores-culturais criados por ele, o sexo, como instinto, foi diluído. E passou a ser reflexo desses valores, principalmente, em forma de moral-castradora resultante de forte punição-condenatória.

 

O que não impede que essa palidez-sexual não se manifeste. Principalmente, em formas Psicopatológicas-Morais. 

 

O estuprador, ou a estupradora, é alguém que na infância foi estuprada pelo pai ou pela mãe, ou outros.

 

Todos lhe impediram, através da sedução-sexual ou violência-física-psíquica, a sua evolução afetiva-sexual para ter no encontro com outro, não só a descarga-erótica, mas também o envolvimento-enamorante.

 

Pode-se afirmar que o estuprador, ou estupradora, é alguém privada de sexo, daí porque a violência da força-física se funde com a angústia da castração imposta pela violência que sofreu e ele teme repeti-lá. Assim, a compulsão para estuprar. Defesa contra a angústia-primária-castradora.

 

O estuprador, ou estupradora, de criança, também conhecido como pedófilo, tem uma sexualidade-atrofiada, apesar de ter, fisiologicamente, um pênis ou vagina de chamado adulto. Daí, o pavor da sexualidade do outro. 

 

Porém, é necessário entender, que o estupro não ocorre apenas através da dominação violenta imposta pelo homem na mulher sem consentimento. 

 

Na sociedade patriarcal-sacralizada, ocorrem múltiplos estupros continuamente nas famílias muito bem amparadas pelo casamento religioso e jurídico.

 

Muitos homens e mulheres que são contra o aborto, já participaram de estupros-silenciosos muito bem protegidos pela simulação farisaica e tiveram filhos produtos desses estupros. 

 

Tem fariseus por todos os lados!  

 

QUANDO O ESTUPRO É SUBLIMADO POR OUTRAS REPRESENTAÇÕES

 

A mistificação-compulsiva no adulto, é a sublimação de um conflito sexual resultantes da castração imposta na criança. Breve exemplo: todas as manifestações de expressões-histéricas, tipo torcida-esportiva, identificação com falsos-líderes, etc.

 

O plenário do Senado gastou nada mais do que dois minutos para suspender “a validade da  Resolução nº 258/2024 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) que trata do atendimento humanizado de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual e da garantia de seus direitos, entre eles, o aborto legal quando a gravidez é decorrente de estupro”.

 

A senadora-bolsonarista, Damares, relatora do projeto contra os direitos da criança e adolescente vitimadas em estupros – que já afirmou ter visto Cristo em uma goiabeira -, diante da decisão, afirmou:

“Vitória da família. Vitória dos pais. Autonomia e poder familiar garantidos.” 

 

Perguntam, para Damares e seus iguais, os que nunca viram Cristo em uma goiabeira:

O que é família? O que são pais? O que é autonomia? O que é poder familiar?

 

Respostas dos desgoiabeirados in Cristus:

As famílias de Bolçonaro! Os filhos de Bolçonaro são de quatro famílias. Qual delas é a família? Todas as famílias de Bolçonaro conseguiram fazer todos os filhos iguais! Autonomia do poder familiar! 

 

Damares e seus iguais, são tão cristãos, que precisaram apenas de dois minutos para proteger o estuprador de criança e negar o autor do “Vinde a mim as criancinhas!”. 

  

Como diz a Psicanalista-Pediatra, Evangelina Mateusa: “Essa gente não sabe o que é infância. Por isso, não sabe a diferença entre goiaba e araçá!”. 

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