Apesar de algumas melhorias na política de saúde do Brasil, principalmente as implementadas pelo governo Lula, muito tem que ser realizado para diminuir o sofrimento daqueles que procuram os serviços públicos. O Sistema Único de Saúde – SUS, é em verdade uma grande prova de ação social de saúde, entretanto ainda carrega alguns entraves, sejam os parcos recursos econômicos ou a limitação de aparelhos e instrumentos tecnológicos imprescindíveis ao melhor atendimento público. Sem falar, é claro, nos atentados cruéis a seu organismo, como no caso de desvio de verbas.

Tocante ao caso específico da saúde pública no estado do Amazonas, a realidade se mostra socialmente deplorável, Chegando quase a se revelar como violência àqueles que necessitam dos serviços médicos. Este quadro mórbido da saúde pública no presente do estado é um misto dos descasos de governos anteriores aliançados com o atual. Reflexo doloroso da contínua inexistência de uma política de saúde planejada, sistematizada e aplicada no corpo social com o único objetivo preventivo e curativo. Uma terapêutica socializada.

Todavia, o estado doloroso da saúde pública no estado não é uma enfermidade social apenas resultante da inexistência de um planejamento organizado em um sistema, é também produto da ineficácia e indiferença médica de grande parte dos profissionais da saúde. Mormente os que estão envolvidos nos atendimentos públicos. Nestes locais, torna-se visível a quantidade de médicos limitados cientificamente, e alienados socialmente. Realidade que os fazem inimigos dos pacientes. Fato que permanece tão somente pelo descaso das autoridades responsáveis pelo selecionamento e avaliação destes não-profissionais da saúde, e a auréola mística que muitos pacientes acreditam cobrir tais simuladores inimigos de Hipócrates. Nesta perversa violência, parece prevalecer um pacto sagrado do silêncio entre estes deshipocratizados e os órgãos responsáveis pela atuação médica socialmente, como Conselho de Medicina, Sindicato Médico, etc.

Para comprovar este estado de violência na relação médico-paciente, que deveria ser um parceiro na jornada médica, colhemos um fato inaceitável ocorrido no SPA (Serviço de Pronto Atendimento) da Zona Sul na Colônia Oliveira Machado. O médico pediatra, Dr. Pierre, desatinou com uma mãe que procurava conversar com ele para entender melhor a doença de seu filho. Dominado por um forte afeto-raiva, desatinou, gritando possesso, em pleno corredor chamando atenção tanto dos pacientes como dos funcionários , com a senhora, afirmando ser a autoridade naquele momento, o qual ela deveria respeitar, e que ela não tentasse gritar com ele. Quando era ele quem gritava. Visível defesa para esconder sua ineficiência médica, sua insegurança profissional e sua total alienação social de quem nada compreende sobre o sacerdócio da profissão.

Aproveitando este caso a-médico, é de bom grado dizer que é muito comum encontrar este tipo alienado nas cooperativas médicas. Talvez porque sejam as cooperativas os locais de empregos que muitos daqueles que foram alunos ineficazes procuram para poderem conseguir um salário, e manter um status classe média. Já que não fazem parte de instituições onde existem obrigações com ensino e a pesquisa pata alargar o atendimento público. São apenas meros executadores de mecânicas funções. A prova maior da falha destes profissionais está no número de queixas daqueles que procuram este atendimento. Juntemos a limitação científica mais o impulso para ganhar dinheiro, temos compulsivos plantonistas responsáveis pela maior parte desta violência.

Já que o governo não tem uma política de saúde para atender os pacientes de acordo com suas patologias, pelo menos deveria fiscalizar estes violentadores da medicina, para disfarçadamente fazer de conta que se pratica saúde no Amazonas. Os pacientes ficariam mais seguros, pois não se sentiriam temerosos quando da procura de atendimento médico.

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