VOCÊ JÁ TOMOU SEU XAROPE HOJE?

¨ Depois de vãs tentativas em querer magicar o real, o PSDB torna-se impossibilitado de evitar a visibilidade de sua Caixa 2: seu mensalão. Bela ironia: o termo cunhado por sua fada madrinha protetora, a mídia seqüelada, para desestabilizar o governo Lula, extraído da verborragia do ex-deputado Roberto Jéferson, é agora exposto na denúncia do Procurador Geral da República, Antônio Fernando Souza, ao Supremo Tribunal Federal. Seu nome: Senador Eduardo Azeredo é denunciado como participante do mensalão para sua campanha a governador em 1998. A corrupção política-eleitoral que o PSDB queria, magicamente, atribuir a paternidade ao PT. E que tanto serviu para o delírio golpista do partido nas eleições passadas. Delírio do tipo proferido pelo infantilismo palacioso de Fernando Henrique: “O governo Lula vai cair por de si mesmo”. Não caiu e, pelo contrário, muito se fortaleceu. Entretanto, o que se tornou público oficialmente foram meios escusos do PSDB, já escritos nas faixas levantadas pelas torcidas nos estádios de futebol: “Eu já sabia!”.
¨ Contam que em algum lugar da Bahia havia uma rua identificada em uma placa como Rua do Braga. Nesta rua haviam algumas casas de tavolagem, também conhecidas como lupanar, lenocínio, meretrício, puteiro, etc. Pois bem, com o passar do tempo, a placa sob a ação das intempéries esculpidora, o A de Braga foi cedendo sua forma para o E, e o Braga virou Brega. E a rua virou Rua do Brega como sendo indicativo de coisa baixa, da ralé, plebe ignara, coisa de mau gosto. Como coisa que o sexo fosse coisa, e de mau gosto. Foi então que a Globo produziu uma novela inserindo a palavra brega para indicar coisa de mau gosto. Os telespectadores replicantes, os globotarizados, como eco redundante, passaram a fazer uso e o que nunca foi passou a ser o que jamais será. Eis que a cansada Ana Maria Braga, levou ao seu programa ”Mais Você” uma atriz da Globo para fazer demonstração, na barra, de sua personagem strip-tease. Realizada a caricatura, a própria cansada, resolveu segurar a barra e fazer sua demonstração. Não deu outra: pegou mais um couro do programa “Hoje em Dia”, da Record. Três pontos a baixo. E de quebra ainda confirmou a maldição da própria Globo: experimentou a verdadeira cena brega da televisão. O que a globotarizante não cessa de oferecer aos seus globotarizados.
<> – O PSDB estará realizando hoje, quinta-feira, e amanhã, sexta-feira, seu terceiro congresso. Na pauta Demo(PFL)crática, alguns itens são evidenciados: o partido se diz autenticamente nacionalista e moderno, amostra da agenda da social democracia, afirmação que não é nem privatista nem estatista, retorno a pregações nas universidades e escolas, oposição ao governo de Chávez, etc. Vejamos aquém do etc. O partido se diz nacionalista. Não é. Se o fosse não teria adotado uma política de privilégio ao capital estrangeiro e não teria fomentado e executado a privatização dos bens públicos do estado. Moderno. Não é. Seu enunciado e prática são reacionários e aleivosos. Próprio da prepotência imperial fálica. Basta ver e ouvir as considerações de seus membros quando se referem ao governo Lula. Principalmente de seu líder Arthur Neto “orgulho do Amazonas”. Não há nada de diálogo moderno das convivências dos diferentes. Agenda social democrática. Rosa Luxemburgo se ‘arrupiaria’ toda só de ver a cara do Fernando Henrique. Imaginem se visse a do Tasso. Mais ainda a prática socialista do Azeredo. Não é privatista nem estatista. Mas capitalista pós-moderno: vendeu o que não lhe pertencia como se fosse objeto de sua produção. Sua forma neo-capitalista de governar. Vai retornar às universidades. Tirando alguns profissionais e alunos representantes da burguesia, nunca teve atuação no que de maior existe na população universitária. Foi sempre excludente. Oposição ao governo da Venezuela. Para se fazer oposição a alguém, uma instituição, um governo, estado de coisa, é preciso que aquele que se toma como opositor seja composto de elementos corporais e incorporais equivalentes, ou superiores, a quem se opõem, o que não é o caso do PSDB. Sua realidade política está muito aquém da Venezuela. Principalmente sua compreensão. Sobra sua miragem: “Chávez, por favor, continua existindo para que eu possa simular meu engajamento democrático!”.

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