Nem sempre na pré e na história Tânatos (o deus da morte na mitologia grega) foi cultuado. Vários povos durante muito tempo tinham da morte uma compreensão semelhante à vida. Viver ou morrer era um contínuo do existir. Nada de cultos sobrenaturais: lamentos ou alegrias projetivas. Mas a partir do momento em que o instinto de proteção foi mistificado como medo e passou a interferir nos atos cotidianos do homem a ponto de paralisá-lo, impedindo suas atividades produtivas, ele se projetou metafisicamente em um território seguro, um além paradisíaco, para poder se sentir protegido em sua jornada terrena. Deste momento então, iniciaram-se os cultos pós mortes que variavam de acordo com as sociedades. Por exemplo, os sardos, ao contrário de outros povos que se desesperam no choro lamentoso, sorriam no ato da cerimônia tanática. Crença que seus mortos tinham que chegar alegres no lugar para onde iam. Já no cristianismo a preocupação com a morte é tardia, pois como sua missão é salvar a alma, o corpo como ente que perde sua bio/função não era motivo de preocupação. Tanto é que o ato de enterrar os mortos na Europa, só vai ocorrer nos séculos XVI e XVII quando se descobre que certas doenças eram provenientes dos corpos lançados ao léu e que entrando em estado de putrefação espalhavam agentes patológicos contagiosos. Fundado o culto pós morte, exacerba-se o ritual, encontrando nas mortes das chamadas autoridades e nas coletivas a idéia de ser mais importante que a vida. Princípio místico negador da máxima do filósofo Epicuro, para quem a morte nada significava, “porque quando estamos vivos, é a morte que não está presente; ao contrário, quando a morte está presente, nós é que não estamos”.

TÂNATOS EM 11 DE SETEMBRO

É nesta mistificação tanática somada aos interesses do governo Bush e mais a máxima subjetivadora do estado norte-americano – Deus, Pátria e Família, que se cultua hoje, o produto da experiência aeronáutica/bélica e a arquitetura/fortaleza/financeira: a fragmentação em 2001, do World Trade Center. Segundo a inteligência americana, realizado por agentes fanáticos/muçulmanos comandados por Bin Laden. Autor ou não do morticínio, hoje também, segundo a mídia, o líder mulçumano está comemorando. Entretanto, neste cerimonial macabro, o que não se pode afastar da história são as reais implicações que se transmudaram em um recurso lingüístico/bélico usado por ambos os lados: terrorismo. Ao contrário do que muitos ingênuos e tendenciosos capitalistas acreditam ou, querem acreditar, o ato dos binladistas não é uma causa. É conseqüência de uma aliança política/petrolífera/financeira de anos de “bom convívio”, entre a família Bush e outros empresários do ramo, e a família Bin Laden. Aliança tecida com a formação de Bin Laden nos Estados Unidos, dentro dos princípios pedagógicos expansionista e intervencionista da subjetividade imperial do estado norte- americano. Talentoso para a pedagogia imperial, bom aluno, muito bem preparado, era hora de seguir seu caminho: aliança quebrada. Papai Bush e Junior não gostaram. Seguiram-se atritos vários, antes do 11/9. O noticiário internacional está repleto. A intensificação intervencionista dos ex-aliados no oriente se tornou ameaça para Bin Laden, que forjou uma prática estratégia bélica/religiosa: A Guerra Santa em nome de Alá. Na verdade, vingança contra o império financeiro americano. Conseqüência: Bush com seu conceito de Deus, Pátria e Família, somado a sua tara psiquiátrica, recebeu dos céus os motivos oficiais para invadir o Afeganistão e de quebra, em desdobramento sórdido amparado principalmente pelo governo Toni Blair, invadir o Iraque. Produzindo o maior assassinato em massa que a história recente conhece. Neste momento, protegido pela mídia reacionária e fascista, e personagens delirantes, finge chorar as vítimas das torres gêmeas. Enfatizando o signo terrorismo árabe, quando se sabe, como afirma o filósofo ativista político, morador da Norte América, Noam Chomsky, no auge dos seus 79, que são os Estados Unidos os maiores terroristas do planeta terra. E que se fossem julgados pelo próprio conceito de terrorismo que forjaram, seriam condenados por suas próprias leis. E ainda, segundo Chomsky, é o único pais do mundo condenado pela Corte Mundial como terrorista. A simulação do choro é tamanha que até agora pessoas que foram vitimadas pelas toxinas produzidas pelos elementos químicos dos escombros das torres, causadores de enfermidades como câncer, doenças cardiovasculares, pulmonares, respiratórias, alergias, peles, entre outras, não foram indenizadas e não receberam nenhum plano de saúde. Por ironia, algumas tiveram que ir a Cuba para serem diagnosticadas e receberem tratamento. Melhor confirmação, assistir S.I.C.K.O., do ativista cinepolítico, morador também da Norte América, Michael Moore. Já comentado aqui neste bloguinho intempestivo. No mais, a irracionalidade comemorativa das mortes, são apenas pulsões psicóticas de duas formas de terrorismo: Bush/Laden.

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