Mi – de miséria e milagre: Maio. A prefeitura realiza um contrato assinado com pompas marketistas, com as famílias que perderam suas casas no auge do projeto Poseidon, em abril, quando as chuvas afogaram a cidade e boiou a falta de saneamento básico e drenagem nas ruas. Durante quatro meses, receberão uma bolsa-aluguel, e apoio social, enquanto aguardam a sonhada nova casa nova, empenho da prefeitura.

Fá – de falácia: Agosto. Fim do prazo, desencasados aguardam ansiosamente as chaves da felicidade. No entanto, recebem a notícia de que a bolsa-aluguel será prorrogada por pelo menos mais oito meses. A casa sonhada saiu, não disse pra onde foi, e nem se volta.
Ré – de revelações: fontes intempestivas afirmam que a estratégia da prefeitura no caso dos desencasados seria convencê-los da impossibilidade de ganharem casas, já que a política habitacional é, para a prefeitura, de responsabilidade do governo do Estado, passando então o cará quente para o governador Dudu guerreiro de sempre Braga. Ele segura?

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