OBAMA ELEITO: BLACK POWER NA CASA BRANCA?

Obama, candidato democrata, ganha as eleições nos Estados Unidos contra John McCain, candidato republicano. Observando a história norte-americana, um feito anômalo: Obama é negro. Um presidente negro justo em um país que mais contribuiu, e contribui, para a discriminação racial. Um dos países mais intolerante com os afro, capaz de criar verdadeiros guetos urbanos e rurais de contingente negro. Entretanto, um país onde apareceram as maiores, mais poderosas e influentes manifestações libertárias que a história já registrou. Todos os territórios — social, político, artístico, esportivo — foram cortados pelo devir negro. Um verdadeiro Black Power. Mas nada tecido no song e no play da paz e amor, mas com muito sangue, morte e dor. Os rastros da liberdade construída.
O filósofo Deleuze comenta que a condição de nação fragmentada em sua composição demográfica faz dos Estados Unidos da América do Norte um país onde a força de qualquer realidade individual transforme-se em uma força coletiva. Talvez a tradução de Obama como uma cartografia de desejos coletivos, que redundou em sua eleição, venha asseverar seu sopro deleuziano. Alguns chegam a afirmar que a razão de seu sucesso (na terra do falso sucesso) é seu carisma (força catalizadora de opiniões várias), que o tornou um verdadeiro ídolo-pop. Mas seria melhor dizer que, em razão da situação atual do pais do Tio Sam, produzida principalmente pela horrenda administração Bush, e mais as relações exteriores, fortes corpos materiais e imateriais se conjugaram em uma força capaz de envolver os Estados Unidos na ordem da TransObamação. O além do pessoal de Obama. A circularidade política em que um nome perde sua individualidade pela força constitutiva social.
Obama é negro, comemora-se de Israel ao Hamas, mas dois fatos são a política interna e a externa americana. O que o povo americano imagina de si em relação aos outros povos, e o que estes povos imaginam do povo americano. E um dos primeiros difíceis atos que Obama terá que enfrentar em seu governo é diminuir o senso imperialista de seu povo, ao mesmo tempo conseguir mudar a opinião de outros povos em relação ao seu povo. Difícil missão, já que a imagem intervencionista e ditatorial esculpidas nestes últimos anos pelos governos americanos está muito bem colada na percepção e entendimento destes povos.
A partir de agora, é esperar para ver se a mãe de McCain estava certa ou não quando afirmou que Obama é mais branco que ela. No mais, como diria o filósofo Nietzsche, como negro, ele carrega mais vontade de potência que qualquer branco norte-americano. Se assim for, a Casa Branca vai dançar no rock do Black Power. E onde há rock, difícil quem não se toque.
Parabéns senhor Presidente Barack Obama por ter ganho as eleições Americanas e por ser o novo Presidente dos Estados Unidos da America do Norte Que a Virgem Santissima e Nosso Senhor Jesus Cristo lhe guarde proteja ilumine lhe guie lhe abençõe o seu Anjo de Guarda e a todos os seus e que o senhor alem de ser um otimo governante seja um otimo pai sensato meigo doce companheiro atencioso honesto sincero inteligente como já é. Um afetuoso abraço para o senhor Barack Obama e para a primeira Dama Dona Michelle que é um doce de pessoa. Atenciosamente, Frank Boris Ferreira de Oliveira e familia de Recife – Pernambuco – Brasil