O sentido político-social de eleições corresponde a um empreendimento de quereres partidários e comunitários. Festa, liberação de força alegres constituidoras da existência: Existir é uma festa! Atitude ontológica como modo de ser criador. Democrática, fluências extensivas e intensivas dos amigos. Superioridade da Polis.

A CONSTITUIÇÃO CIDADÃ E AS ELEIÇÕES ATUAIS

No país em que se comemora 20 anos da Constituição Cidadã, a Carta Libertária fim da ditadura, a Constituição que prega os direitos de todos, ontem, dia 26 de outubro, realizou-se eleições para os cargos de prefeitos. Exercitou-se o período chamado de eleitoral: campanhas partidárias. Amostras de propostas administrativas partidárias, e tentativas de persuasões. Apanhar eleitores. Nisso, didáticas várias foram usadas. Entretanto, em algumas cidades (talvez em todas) o que mais predominou foram as que confirmam que a Constituição Cidadã encontra-se 20 anos aprisionada. Encontra-se com a mesma face que os constituintes deixaram em 1988. Aqui, em 2008, nesse direito, não há Constituição Cidadã.

OS USOS E ABUSOS TIRÂNICOS

Lá, em 1988, a Constituição Cidadã observa perplexa pelos olhos de Dr. Ulisses e Tancredo, como é desesperador ser constituinte no Brasil. Como é difícil candidatos se libertarem da coletividade tirânica, a que impede que cada um suspeite, e descubra que cada homem é antes de tudo um indivíduo singular. Uma inviduação criadora da pluralidade (pletus, grego) produtora do Logos, Retórica, o fluxo aistético da democracia.

Por tal, impossibilitados de suas individuações, presos em seus leitos mortuários, normalizam suas decisões eleitorais pela forma que são: apocalípticos. O Elogio da Dor. Cheiram o eleitor como vítimas fáceis de devoração. Vitimados pela dor reativa do misticismo e miticismo, exercem a chantagem, a ameaça, a promessa, tudo muito bem aliado com a classe média amoral, a mídia venal, os funcionários das carreiras concedidas, etc. O exponencial da Dor. O Medo! O Medo das individualidades criadoras.

A VITÓRIA

Sabe-se que em democracia não há derrotados e vitoriosos, mas homens que tecem saberes políticos como Polis: a Subjetividade de todos. Todavia, os sem constituintes, tirânicos/escravos, comemoram como uma torcida organizada de um time de futebol. A sublimação, diria Freud, neurótica da impotência. O sentimento de inferioridade. O que o filósofo Nietzsche chama de reativo. “Vencemos!” Venceram o quê? Teriam vencido se tivessem deixado emergir a vida. Mas qual o quê? O medo continua.

Pobre da sombra que se quer cidade porque seus governantes não liberaram suas inviduações, pois jamais poderão ser coletivos. Pobre da sombra-cidade que os governantes fortalecem seus medos democráticos nos medos dos eleitores. Pobre de Manaus das sombras. Rica a Manaus das luzes, das visibilidades!

Eleições? Não!

Democracia? – O que é isto?

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