A Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), através do Instituto de tecnologia de Imunobiológicos (BIO-Manguinhos), está desenvolvendo um sistema informatizado de testes para HIV e hepatite. É o kit NAT HIV/HCV. Com tecnologia genuinamente brasileira, o kit tem por objetivo diminuir a quantidade de pessoas contaminadas durante as transfusões de sangue.

Na Agência Brasil, consta a seguinte informação: “Segundo o diretor do Departamento de Atenção Especializada do Ministério da Saúde, Alberto Beltrame, um em cada 250 mil doadores é contaminado pelo vírus HIV ou HCV. Com o novo sistema de coleta de sangue, o número deve cair para um em cada 13 milhões de coletas. Com o kit, a triagem dos serviços de hemoterapia ajudará a detectar, em curto espaço de tempo, a janela imunológica para a detecção do HIV, que hoje é de 21 dias e cairá para oito dias. No caso do HCV, o tempo será reduzido de 72 para 14 dias”.
O kit tem previsão para que seja utilizado no Sistema Único de Saúde (SUS) em janeiro de 2010.

Embora as políticas de saúde social, principalmente no caso da AIDS, do governo federal estejam sendo intensificadas nos níveis de pesquisa cientifica, políticas públicas e investimentos tecnológicos, ainda há a necessidade de se produzir, no seio da sociedade civil, acadêmica e midiática, uma conscientização que não permita o uso do vírus HIV como matéria terrorista, sensacionalista ou até mesmo como discursos falsos ditos em tom acadêmico. Que a AIDS seja tratada racionalmente como um problema de saúde social no qual a compreensão das relações democráticas entre as pessoas, seja na família, com o namorad@, com a esposa, com o marido, com o companheir@, com as crianças, com os estudantes e mais pessoas, tenha uma necessidade primordial para a vida. Pois, como diz Herbert Daniel, “a primeira armadilha é imaginar que a experiência da AIDS é puramente a experiência de uma dor física”. A AIDS é uma experiência social.

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