ESTÃO PROIBIDOS PROGRAMAS DE TV PARA MENORES DE 3 ANOS
Não é no Brasil. É na França. O Conselho Superior do Audiovisual (CSA) na frança não irá permitir que redes de TV produzam programas específicos para crianças menores de 3 anos. Portanto, os programas franceses distribuídos para outros países e que se encaixem nesta proibição, devem mostrar uma mensagem do conselho onde apareça de forma legível a seguinte frase: “Ver televisão pode frear o desenvolvimento das crianças menores de 3 anos, mesmo que os programas sejam dirigidos especificamente a elas”. O CSA comunica o quanto ver TV é nocivo para crianças nesta idade, uma vez que pode acarretar atraso no desenvolvimento cognitivo, passividade, atraso na fala, problemas de concentração e dependência de TV. O conselho ainda lembra que o Ministério da Saúde não sugere que sejam feitos programas de TV para crianças nesta faixa etária e que qualquer outro programa de TV pode ser nocivo a estas crianças. Se isto ocorresse no Brasil, quantos adultos poderiam estar descobrindo que suas existências alienadas tiveram início nos programas infantis por terem, quando crianças, mais a presença da TV do que dos próprios pais? Contudo, não é somente o público nesta faixa etária que corre este risco. O que dizer então dos programas infantilizados destinados ao público adulto? E se levarmos em conta que a TV e grande parte de sua programação, por si só, já se constitui como um elemento alienador da existência, em razão de sua própria estrutura? Se a TV (como outras mídias) conserva imagens e sons que confirmam um mundo constituído, objetivado e mecânico, não são somente as crianças que devem ter suas integridades física, cognitiva e afetiva preservadas.