LUIS NASSIF: GLOBO E A ARTE DE DESTRUIR REPUTAÇÕES

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A vítima agora é Ailton Aquino, diretor do Banco Central. Funcionário de carreira, negro – uma minoria ainda no serviço público

Ailton Aquino – Reprodução

Ailton Aquino é diretor do Banco Central. Funcionário de carreira, negro – uma minoria ainda no serviço público – ascendeu ao cargo de Diretor de Fiscalização sem padrinhos.

Foi fuzilado pelo O Globo, na reportagem “Diretor do BC pediu a presidente do BRB que comprasse carteiras fraudadas do Master

A delação se baseia, obviamente, em perícias realizadas pela Polícia Federal no celular de Paulo Henrique Costa, presidente do BRB. Ele é acusado de ter pedido ao presidente que adquirisse os créditos para ajudar o Master a resolver seus problemas de liquidez.

Segundo a reportagem – de Malu Gaspar – as mensagens de Aquino foram apresentadas aos conselheiros do BRB em reunião do conselho, de 25 de março de 2025. A mesma que aprovou a oferta de compra de 58% das ações do Master por R$ 2 bilhões. E foi utilizada como instrumento de pressão para a aprovação da operação.

Segundo a matéria, “nos meses seguintes, a oferta do BRB seria reduzida a 22% do Master, mas mesmo assim o BC vetou a operação”. Mas como assim. Esse “mesmo assim” foi introduzido em uma frase colocada logo após a denúncias de que o diretor de Fiscalização estava pressionando o BRB a entrar no Master. Significa que “mesmo assim”, o BC não topou. E onde entyra Aquino nisso?

O BC soltou uma nota informando que coube ao próprio Aquino o encaminhamento de denúncias contra o Master ao Ministério Público Federal. Na nota, informa-se que ele abriu mão do seu sigilo bancário e dos registros das conversas que realizou com o ex-Presidente do BRB.

Pouco vai adiantar. Nos próximos meses, será olhado com desconfiança pelos vizinhos, pelos pais dos colegas de seus filhos na escola. Sempre que for a um restaurante, ou a qualquer local público, será apontado como a pessoa que agiu como cúmplice do Master.

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