GOVERNO FEDERAL CONCEDE ANISTIA POLÍTICA PARA OS FILHOS DE VLADIMIR HERZOG

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Vladimir Herzog, jornalista assassinado em 1975 por agentes da ditadura militar, havia sido reconhecido como anistiado político em março de 2025

Vladimir Herzog

Vladimir Herzog, jornalista assassinado em 1975 por agentes da ditadura militar, havia sido reconhecido como anistiado político em março de 2025, cinco décadas após sua morte.

O caso Herzog é considerado por historiadores um dos episódios mais emblemáticos da repressão durante o regime militar e um marco na mobilização da sociedade brasileira contra a ditadura.

Na época, Herzog era diretor do departamento de jornalismo da TV Cultura quando foi convocado pelo Exército para prestar depoimento sobre supostas ligações com o Partido Comunista Brasileiro (PCB), organização que atuava na clandestinidade durante o regime.

Após se apresentar voluntariamente, o jornalista foi detido no DOI-Codi, órgão de repressão da ditadura, onde foi torturado e morto. O regime militar divulgou, à época, a versão de que Herzog teria cometido suicídio, tese posteriormente desmentida por investigações e decisões judiciais.

Imagens forjadas chegaram a ser utilizadas para sustentar a narrativa oficial, mas, em 1978, a Justiça responsabilizou a União pela morte do jornalista.

Nascido na Croácia, em 1937, Vladimir Herzog imigrou com a família para o Brasil em 1942, naturalizou-se brasileiro e iniciou sua carreira jornalística em 1959. Ao longo de sua trajetória profissional, trabalhou no jornal O Estado de S. Paulo, na BBC de Londres e na TV Cultura.

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