EM MANAUS, PROFESSOR MIGUEL OLIVEIRA SE LANÇA À PRESIDÊNCIA DA MUNICIPAL DO PT, MAS SE FOR PARA CONTINUAR O RITO DO PARTIDO SEM DESEJO É MELHOR QUE O PRESIDENTE, SINÉSIO ‘LIMA’ SE APOSSE, TAMBÉM, DA MUNICIPAL
PRODUÇÃO AFINSOPHIA.ORG
Lembrança aos que perambula entulhando o mundo sem Desejo.
O Desejo como positividade intensiva contorna os sujeitos e os objetos: ele é fluxo e intensidade. O Desejo desconhece a morte e a negação. O Desejo é sempre extraterritorial, desterritorializado, desterritorializante, ele passa por cima e por baixo de todas as barreiras, mostra o filósofo-psiquiatra, Felix Guattari.
Para o filósofo, Nietzsche, o Desejo é Vontade de Potência, Força-Ativa Criação do Novo como Acontecimento. Não força-reativa que Nega a Vida.
Já, para o filósofo holandês, Spinoza o Desejo é o Conatus, a ação de Perseverar na Vida como Ação e Criação.
Nenhum partido político do Brasil é atravessado pelo Desejo. Desejo, para eles, não passa do conceito banal, medíocre usado como redundância-ressonante da imobilidade. Tudo que mantém o sistema capitalista/capitalístico. O desejo de ir ao shopping, desejo de explorar o trabalhador, desejo de se vingar, desejo de executar um golpe contra o Estado Democrático de Direito, etc.
Os partidos políticos não são atravessados pelo Desejo, porque nasceram e se alimentam pelas três formas de Negação da Vida:
1 – A ficção.
2 – O Misticismo.
3 – A Falsificação.
Onde perduram estas três formas de Negação da Vida não há Política!
O candidato ao cargo de presidente da municipal do Partido dos Trabalhadores (PT), em Manaus, professor, Miguel Oliveira sabe de tudo isso, e sabe que o PT de Manaus, compulsivamente, pratica o Rito dos Afetos Tristes, os que diminuem a Potência de Agir, como mostra Spinoza, um dos filósofos que sabe que Politica é Produção do Bem Comum como Composição da Criação da Alegria-Revolucionária.
Miguel Oliveira, sabe, também, que o Rito é a repetição de uma ideia estratificada e, que, para perdurar precisa de sua repetição. Assim, o Rito é a repetição pelo medo da ameaça do Novo. Repetir é se trancar na conformidade. “É a manutenção é a repetição, é a expressão de uma pulsão de morte (Guattari)”. É se conservar na ideia petrificada. O PT de Manaus, em sua “pulsão de morte“, é conservador, conformado, petrificado e estratificado como inércia. O que auxilia sobremaneira o sistema capitalista. É por isso que ele faz aliança com as direitas-nazifascistas. Como sentimento-moral, ele encontra-se mais próximo do bolsonarismo do que do Socialismo. Todos os que se autodenominam socialistas, são, na verdade, burguesaços.
O professor, Miguel Oliveira sabe de toda essa horrorosa realidade em que o Humano-Política não se faz presente como Devir no PT. Mas, também, foi tragado por esse buraco negro da satisfação dos domesticados que só simulam transversalidade, mas estão abraços com o que há de mais reacionário no Amazonas. A eleição de Lula, foi a glória sublime para essa gente indecente.
A candidatura do professor, Miguel Oliveira é uma Boa Nova, no sentido de Cristo, o Revolucionário Filho de Maria, e, não, o Cristo forjado pelo ambicioso, invejoso, misógino e escravocrata, Paulo que leva gente, do próprio PT, se ufanar ao afirmar, “sou igrejeiro”. Todavia, ele tem que se manter distante da pedagogia-a-política, que ele adotou em sua candidatura para vereador.
O professor, professou a postura de submissão diante da determinação da Nacional do Partido, e acatou de cabeça baixa, afirmando que seguia a ordem do ‘comandante’ como a maioria, a indicação do alienígena, Marcelo Ramos (antes anti-petista) como candidato à prefeitura de não-cidade, Manaus, indicado, de última hora, com apoio de Lula e Gleisi. Depois de alguns membros do partido terem lançado suas candidatura, inclusive, o professor, e baterem os pezinhos que iriam ter candidatura própria. Como diz, Chico Buarque: “Qual o quê”.
Entretanto, se for uma candidatura para manter o mesmo Rito de partido sem Desejo, é melhor que o presidente estadual da agremiação reacionária, Sinésio ‘Lima”, ocupe, também, o cargo de presidente da municipal.
Como afirma Dona Concordata: “Ele, pelo menos, a gente já conhece e sabe que nada vai mudar. Para nosso bem, é claro, porque o que existe de pior na vida é ter que mudar os hábitos que são nossos próprios espíritos familialistas. Sem eles ninguém conhece a gente”.