Embarcação de bandeira iraniana navega no Estreito de Ormuz |Crédito: Amirhossein Khorgooei/Isna/AFP
O governo do Irã estabeleceu um novo protocolo para a navegação comercial no Estreito de Ormuz. Embarcações comerciais de países ‘não hostis’ poderão continuar atravessando o corredor marítimo, desde que cooperem previamente com as forças navais de Teerã e forneçam informações detalhadas às autoridades do país.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou durante sua participação na reunião de chanceleres do Brics, em Nova Délhi, nesta quinta-feira (14), que o Estreito de Ormuz está aberto a todos os navios comerciais, desde que haja coordenação com as forças navais iranianas, informa a Reuters.
Navios dos Estados Unidos e de Israel continuam proibidos de utilizar o corredor marítimo. Um novo mecanismo operacional está sendo elaborado para organizar e monitorar o fluxo de embarcações na região. Pelas novas regras, os navios deverão enviar antecipadamente informações completas à chamada “Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico” (PGSA), estrutura criada por Teerã para supervisionar o tráfego marítimo na área, informa a Al Jazeera.
O protocolo exigirá detalhes sobre a carga transportada, propriedade da embarcação, destino, rota planejada e cronograma de travessia. Após o envio dos dados, as embarcações deverão aguardar autorização formal das autoridades iranianas para realizar a travessia.
Embarcações chinesas cruzam estreito
O governo iraniano liberou a passagem de embarcações chinesas pelo Estreito de Ormuz, dentro dos novos protocolos estabelecidos por Teerã. Segundo fonte ouvida pela agência Fars, o acordo ocorreu após “um entendimento sobre os protocolos iranianos de gestão do estreito” e foi alcançado com base nas “relações profundas” e na “parceria estratégica” entre Irã e China.
A emissora estatal iraniana Irib informou que cerca de 30 embarcações atravessaram o Estreito de Ormuz desde a noite desta quarta-feira (13). A liberação dos navios chineses ocorre em meio ao encontro do presidente norte-americano Donald Trump com seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Pequim.