SENADOR SUGERE QUE LUCIANO HANG ESCONDEU A CAUSA MORTIS DA PRÓPRIA MÃE, FALECIDA EM HOSPITAL DA PREVENT SENIOR
Da Redação Viomundo.
O senador Otto Alencar (PSD-BA), que é médico, sugeriu em entrevista à CartaCapital que o empresário Luciano Hang escondeu a causa mortis da própria mãe, que foi internada e faleceu em um hospital da rede Prevent Senior.
A rede foi alvo de um dossiê produzido por médicos e ex-médicos que foi tornado público pela Globonews e causou grande repercussão na CPI da Covid.
O principal dirigente da Prevent Senior será ouvido como testemunha na próxima quarta-feira.
“A mãe do Luciano Hang entrou lá com Covid-19 e o atestado de óbito não consta a doença. Diz que morreu por septicemia, diabetes mellitus e insuficiência renal. O atestado deveria ter Covid-19, com pneumonia virótica e que desenvolveu as complicações, mas eles nem citam isso. Teve subnotificação”, disse Alencar.
Uma das grandes suspeitas sobre a Prevent Senior é de que a rede escondeu mortes por covid para não comprometer um pseudo estudo sobre o uso de hidroxicloroquina que teria sido encomendado pelo presidente Jair Bolsonaro.
O estudo, iniciado em 25 de março deste ano, teria omitido a morte de sete pacientes.
Bolsonaro e os filhos citaram o suposto “sucesso” da Prevent em posts nas redes sociais.

“Eles resolveram fazer com os pacientes o tratamento com hidroxcloroquina e azitromicina, sem autorização do Conep e sem comunicar a Anvisa. O Conep mandou parar e eles continuaram fazendo. O resultado é que determinaram que todos os pacientes deveriam tomar”, contou o senador à revista.
Conep é a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa.
A Prevent também teria testado as drogas flutamida e etanercepte contra a covid, usando pacientes como cobaias.
Em alguns casos, pacientes e familiares nem teriam sido informados.
Otto Alencar suspeita que os tratamentos alternativos tenham aumentado a taxa de mortalidade por covid na rede da Prevent:
“Por exemplo, dos pacientes internados com Covid no hospital Sancta Maggiore [da Prevent], 39,4% foram a óbito. No Albert Einstein, dos internados com a doença, 10,4% foram a óbito. Fizeram experiência com pacientes usando remédios ineficazes para casos graves da doença, que é a pneumonia virótica”, afirmou.
