DATAFOLHA: 76% APOIAM IMPEACHMENT DE BOLSONARO SE ELE DESRESPEITAR A JUSTIÇA

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Brazilian President Jair Bolsonaro greets his fans during a demonstration in his support in Sao Paulo, Brazil, on September 7, 2021, on Brazil's Independence Day. - Fighting record-low poll numbers, a weakening economy and a judiciary he says is stacked against him, President Jair Bolsonaro has called huge rallies for Brazilian independence day Tuesday, seeking to fire up his far-right base. (Photo by PAULO LOPES / AFP)

NÃO AO GOLPE

Pesquisa divulgada neste sábado (18) mostra que presidente não tem respaldo popular para sua intentona golpista

Ivan Longo Revista Fórum
18 de Setembro de 2021.
Bolsonaro durante ato no 7 de Setembro – Paulo Lopes / AFP

Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (18) aponta que o presidente Jair Bolsonaro, diferentemente da impressão que tentou passar nos atos do dia 7 de setembro, não possui respaldo popular para sua intentona golpista.

Durante aquelas manifestações, que continham bandeiras antidemocráticas e que pregavam uma ruptura institucional, o chefe do Executivo disse que não acataria mais nenhuma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Seus apoiadores reagiam gritando a frase “eu autorizo”, que também estava grafada em faixas e cartazes nos protestos.

Segundo o Datafolha, no entanto, 76% da população brasileira acredita que o presidente deve sofrer um impeachment caso desobedeça a Justiça. Apenas 21% consideram que Bolsonaro não deve receber punição em caso de não querer acatar decisões judiciais, enquanto outros 3% não souberam responder.

O instituto de pesquisas ouviu 3.667 pessoas em 190 cidades do país entre os dias 13 e 15 de setembro. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Atos golpistas: tiro pela culatra

As manifestações golpistas lideradas por Jair Bolsonaro no dia 7 de setembro geraram o efeito contrário ao esperado pelo presidente e seus apoiadores.

Com pautas antidemocráticas, os atos tinham como objetivo cacifar um suposto apoio da população ao chefe do Executivo em meio a sucessivos revezes no STF, que vem investindo contra a organização de atos golpistas e divulgação de fake news.

O resultado, no entanto, foi o oposto: o presidente do STF, Luiz Fux, reagiu com um pronunciamento em que apontou possibilidade de Bolsonaro ter cometido crime de responsabilidade e as movimentações por um impeachment ganharam novo fôlego no Congresso Nacional.

E não foi só no meio político que a tese do impeachment teve novo impulso. A população também voltou a dar atenção ao tema e isso se refletiu nas buscas feitas pelo Google.

Dados do Google Trends, plataforma que mede as pesquisas no buscador, analisados pela Fórum, mostram que a procura pelo termo “impechament Bolsonaro” teve uma disparada considerável no dia 8 de setembro – exatamente um dia após os atos golpistas.

O Google Trends faz uma escala de 0 a 100 na popularidade do assunto. Analisando as buscas no período de 1 mês (entre 15 de agosto e 15 de setembro), a busca por “impeachment Bolsonaro” atingiu o pico máximo (100) no dia 8. Para se ter uma ideia, o índice de procura para este termo flutuava entre os índices 0 e 22 nos outros dias deste período.

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