O DESCOMPASSO DE BOLSONARO COM A SOCIEDADE BRASILEIRA
(Flores de Goiás - GO, 18/11/2020) Palavras do Governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Foto: Isac Nóbrega/PR
Em dois anos de mandato, presidente deixa de lado promessas feitas em campanha e prioriza agenda que atenda aos interesses familiares
Jornal GGN – O presidente Jair Bolsonaro está bem longe de estabelecer a marca de eficiência no uso da máquina pública, ao mesmo tempo em que arquivou promessas feitas durante a campanha eleitoral e retrocedeu em ações sociais.
Ao menos 12 medidas que afetariam a política e a economia foram deixadas de lado por Bolsonaro nos primeiros dois anos de seu mandato – dentre elas, a reforma tributária, as privatizações e o apoio à operação Lava-Jato, como explica reportagem do jornal O Estado de S.Paulo.
O país também passa por momentos difíceis diante da pandemia de covid-19, e a falta de conexão do governo com a gestão fez com que o Ministério da Saúde tivesse três ministros em apenas um ano, sendo que o atual, general Eduardo Pazuello, chegou a ocupar a pasta de forma interina por quatro meses.
Também foi possível comprovar o congelamento do “choque liberal” prometido pelo Ministério da Economia e os sucessivos conflitos entre parceiros econômicos internacionais, em um Itamaraty comandado por Ernesto Araújo.
Ao invés disso, a atuação presidencial ficou concentrada em realizar discursos ideológicos nas redes sociais (comandadas pelo ‘gabinete do ódio’, coordenado pelo vereador Carlos Bolsonaro, o filho ‘02’), fechar alianças com os partidos do Centrão e dar atenção às questões familiares – como impedir as investigações em torno de um de seus filhos, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), acusado de liderar um esquema de rachadinha quando era deputado estadual no Rio de Janeiro.