A medida foi tomada de forma unilateral no início de junho, sem consulta prévia às autoridades brasileiras. A reunião ocorre em Cusco, em paralelo à Conferência de Ministros da Defesa das Américas (CMDA), e foi articulada a pedido do governo brasileiro para esclarecer a extensão da iniciativa de Washington.
Antes de embarcar para o país vizinho, Múcio se reúne com o presidente Lula (PT) para definir a estratégia e o tom do posicionamento oficial. O Planalto busca compreender se a nova tipificação americana envolve planos de interferência ou atuação direta no território brasileiro.
O principal receio da ala diplomática e militar do governo é que a classificação sirva de justificativa para eventuais ações externas que comprometam a autonomia do país, traçando um paralelo com ameaças de intervenção ocorridas anteriormente na Venezuela.
Defesa da soberania
Durante a audiência com Colby, Múcio deve enfatizar as ações que o Brasil já adota no enfrentamento às facções criminosas. O ministro foi orientado por Lula a reforçar a importância da soberania nacional, sustentando que a segurança pública e o combate ao crime organizado em solo brasileiro são prerrogativas exclusivas das forças de segurança do país.
Múcio, frequentemente escalado pelo presidente para mediar crises e gerenciar assuntos sensíveis do Executivo, tentará reverter ou flexibilizar o status atribuído aos grupos criminosos, buscando um modelo de cooperação que respeite os limites jurídicos e territoriais do Brasil.
Com informações da CNN Brasil