GOVERNO LULA ENVIOU JOSÉ MÚCIO AO PERU PARA FREAR AVANÇO DOS EUA APÓS TRUMP ENQUADRAR PCC E CV COMO TERRORISTAS

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José Múcio se reúne com vice-ministro americano no Peru para alinhar a soberania nacional após decisão unilateral de Donald Trump

ministro da Defesa, José Múcio. | Foto: © Valter Campanato/ Agência Brasil

O ministro da Defesa, José Múcio, viaja ao Peru nesta quarta-feira (8) para abrir um canal de diálogo direto com o governo dos Estados Unidos. O principal objetivo do encontro com o vice-ministro de Guerra americano, Elbridge Colby, é discutir a recente decisão do presidente Donald Trump de classificar as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

A medida foi tomada de forma unilateral no início de junho, sem consulta prévia às autoridades brasileiras. A reunião ocorre em Cusco, em paralelo à Conferência de Ministros da Defesa das Américas (CMDA), e foi articulada a pedido do governo brasileiro para esclarecer a extensão da iniciativa de Washington.

Antes de embarcar para o país vizinho, Múcio se reúne com o presidente Lula (PT) para definir a estratégia e o tom do posicionamento oficial. O Planalto busca compreender se a nova tipificação americana envolve planos de interferência ou atuação direta no território brasileiro.

O principal receio da ala diplomática e militar do governo é que a classificação sirva de justificativa para eventuais ações externas que comprometam a autonomia do país, traçando um paralelo com ameaças de intervenção ocorridas anteriormente na Venezuela.

Defesa da soberania

Durante a audiência com Colby, Múcio deve enfatizar as ações que o Brasil já adota no enfrentamento às facções criminosas. O ministro foi orientado por Lula a reforçar a importância da soberania nacional, sustentando que a segurança pública e o combate ao crime organizado em solo brasileiro são prerrogativas exclusivas das forças de segurança do país.

Múcio, frequentemente escalado pelo presidente para mediar crises e gerenciar assuntos sensíveis do Executivo, tentará reverter ou flexibilizar o status atribuído aos grupos criminosos, buscando um modelo de cooperação que respeite os limites jurídicos e territoriais do Brasil.

Com informações da CNN Brasil

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