FLÁVIO BOLSONARO IMPLORA PARA TRUMP ADIAR TARIFAÇO POR CAUSA DAS ELEIÇÕES: “PIOR MOMENTO”
“peço a este país: não imponha tarifas ao Brasil. Preserve o sucesso desta parceria, cancele-a e vamos negociar”, implorou Flávio Bolsonaro nos cinco minutos em que falou na audiência sobre o Tariflávio nos EUA.
Em cinco minutos de fala, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) protagonizou uma cena patética e implorou, durante audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) nesta terça-feira (7), que Donald Trump adie o tarifaço contra produtos brasileiros para não prejudicá-lo na disputa presidencial contra Lula.
“O Brasil realizará eleições presidenciais em outubro. Em apenas 90 dias, o cenário político do país mudará completamente, e impor agora uma tarifa que seria difícil de reverter recompensaria os responsáveis pelas ações em questão”, disse, em tom de desespero.
Em seguida, o filho “01” de Jair Bolsonaro (PL) afirmou que esse seria o “pior momento” para Trump taxar o Brasil, pois criaria mais um impacto negativo em sua pré-campanha à Presidência.
“Punir aqueles que já arcaram com as consequências seria o pior momento possível para agir. Respeitosamente, peço a este país: não imponha tarifas ao Brasil. Preserve o sucesso desta parceria, cancele-a e vamos negociar”, emendou.
Ainda em tom de desespero, Flávio pediu sanções individuais, como a Lei Magnitsky usada contra Alexandre de Moraes, “se a intenção é pressionar o Brasil”.
LEIA TAMBÉM: Entenda a “fala-relâmpago” de Flávio Bolsonaro e os 3 pilares que ele “mirou”
“Acho que vocês estão usando as tarifas (…) para atingir o objetivo que desejam. Se a intenção é pressionar o Brasil, esse não é o jeito correto de fazer isso. Essa não é a forma adequada. Existem instrumentos direcionados que podem ser usados contra indivíduos”, disse.
“Vocês poderiam esperar ou suspender essa decisão, em respeito à histórica relação entre Brasil e Estados Unidos”, afirmou ainda, ressaltando que “esperamos que haja a perspectiva de uma mudança no governo brasileiro a partir do próximo ano, de janeiro do ano que vem”.
“O que posso dizer é que temos uma grande chance de ter um presidente que não seja antiamericano, como temos hoje”, seguiu, em tom de bajulação.