COM BOLSONARO E PANDEMIA, ECONOMIA SOFRE RETRAÇÃO DE 10,94% NO SEGUNDO SEMESTRE, DIZ PRÉVIA DO BANCO CENTRAL

14 DE AGOSTO DE 2020.

País enfrenta recessão econômica após dois trimestres consecutivos de queda no Produto Interno Bruto

Jair Bolsonaro, Paulo Skaf e Paulo Guedes (Foto: Alan Santos/PR)

A economia do país sofreu queda de 10,94% no segundo trimestre em relação aos três primeiros meses do ano, segundo o índice IBC-BR, divulgado nesta quinta-feira (13) pelo Banco Central, que é considerado uma espécie de “prévia do PIB”.

Do ponto de vista econômico, é possível dizer que o país enfrenta uma recessão, pois já registra dois trimestres consecutivos de queda, uma definição usada para definir esse quadro de depressão econômica.

Isso porque no primeiro trimestre o Produto Interno Bruto, o PIB, indicador que calcula a atividade econômica de um país, já havia recuado 1,5% em relação ao 4° trimestre de 2019. Como as medidas de distanciamento social em virtude do novo coronavírus começaram a ser tomadas somente na segunda quinzena de março, essa queda sinaliza que a economia já não vinha bem nos 75 primeiros dias do ano. O PIBinho do governo de Jair Bolsonaro, que já estava fraco, derreteu agora.

No primeiro semestre do ano, a queda da economia medida pelo IBC-BR foi de 6,28%.

Essa queda trouxe reflexos diretos no emprego das pessoas, que já tinha sido mostrada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de desemprego no país em junho foi de 13,3%, com 12,8 milhões de pessoas desempregadas e um fechamento de 8,9 milhões de postos de trabalho no 2° trimestre, um triste recorde negativo, também por efeito da pandemia.

O resultado oficial do PIB brasileiro no segundo trimestre só deve ser divulgado pelo IBGE no dia 1° de setembro, mas o IBC-BR usa critérios semelhantes para fazer a medição mensal da atividade econômica.

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