COM 98% DOS VOTOS APURADOS, LACALLE POU É O VIRTUAL PRESIDENTE ELEITO DO URUGUAI

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24 DE NOVEMBRO DE 2019.

Apesar desse resultado parcial, o presidente da Corte Eleitoral do Uruguai, José Arocena, decidiu interromper a contagem, que será retomada somente na terça. Diferença de votos entre o candidato da direita e Daniel Martínez, da Frente Ampla de esquerda, é de menos de 30 mil votos.

Reprodução Twitter

Ainda sem ter um resultado definitivo, mas com 98% dos votos já apurados, pode-se dizer que o empresário e político Luis Lacalle Pou venceu o segundo turno das eleições no Uruguai, com 48,3%, contra 47,7% do seu adversário, Daniel Martínez (Frente Ampla), e foi eleito presidente do país para os próximos cinco anos. Diferença entre os dois candidatos foi de pouco menos de 30 mil votos.

 

Reprodução Twitter

Apesar desse resultado virtual, o presidente da Corte Eleitoral do Uruguai, José Arocena, decidiu interromper a contagem, que será retomada somente na terça-feira (26). Segundo ele, ainda faltam ser contabilizados os chamados “votos observados”, que são o das pessoas que votam fora da sessão eleitoral onde estão inscritas, e esse é um processo demorado, que pode demorar dias para comprovar as identidades, o que poderia levar a ter um resultado definitivo somente na sexta-feira (29).

Segundo Arocena, “embora o normal seja esses votos acompanharem a tendência da votação como um todo, o fato é que eles são quantitativamente mais que a diferença de votos entre os dois candidatos, então só poderemos dar um resultado oficial depois que eles forem condiserados”, explicou Arocena.

Gabriel Bastidas@Gbastidas

Presidente de la Corte Electoral de estima tener resultados finales el viernes, considerando que faltan por revisar los votos observados, que son más que la diferencia entre Luis Lacalle Pou y Daniel Martínez.

Vía @TelemundoUY

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Caso seja confirmada, a vitória de Lacalle Pou marcaria o retorno ao poder do Partido Nacional, principal referente da direita no país, e que não governava desde 1995. O último mandatário do partido foi justamente o seu pai, Luis Alberto Lacalle. Pou também é o terceiro presidente da história do partido, mas o segundo a chegar ao poder pela via democrática – o primeiro, Aparicio Méndez, governou entre 1976 e 1981, mas foi designado pela Junta Militar que custodeou a política do país entre os anos de 1973 e 1985.

No caso de virada de Martínez, a Frente Ampla de esquerda conseguiria seu quarto mandato consecutivo, e manteria uma hegemonia no país que preserva desde 2015, com os mandatos de Tabaré Vázquez (duas vezes) e Pepe Mujica.

A jornada deste domingo ficou marcada por uma campanha de ameaças difundida a usuários uruguaios pelo WhatsApp, apelando a um voto a favor de Lacalle Pou e em repúdio a Martínez e aos “comunistas”. Entre outras coisas, a mensagem dizia que “todos temos que votar em Lacalle para presidente, apoiado pelo nosso comandante general do Exército Guido Manini Ríos. Sabemos quem são e contamos com o seu voto e da tua família para salvar a pátria. É uma ordem! As ordens se acatam, e quem não o fizer será um traidor. Sabemos como tratar os traidores. A única opção é ganhar. Antes cair de costas que de joelhos. Seguimos em contato. Aguarde novidades. Começamos a voltar”. Segundo meios locais, algumas correntes com essa mensagem foram disparadas de usuários no Brasil.

A campanha de ódio político nas redes sociais, por enquanto, teria dado certo, e levando a uma virada com relação ao primeiro turno, que aconteceu em 27 de outubro passado, e terminaram com vitória de Martínez, que teve 39%, enquanto Lacalle Pou ficou em segundo com 28%. Porém, também há de se dizer que o candidato da direita esteve na frente das pesquisas durante todo o segundo turno, chegando a ter cerca de 7% de vantagem, muito mais do que essa magra diferença vista na votação deste domingo (24).

Caso seja confirmado como presidente eleito, Lacalle Pou deverá assumir o cargo em março de 2020, e ficará no poder até março de 2025. Receberá a faixa presidencial do atual presidente, Tabaré Vázquez, que encerra o seu segundo mandato – não consecutivo, o primeiro foi entre 2005 e 2010, e entre eles houve o mandato de José Mujica, o mais badalado internacionalmente.

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