AFINSOPHIA: COISA DE BOLSONARO: ELE DISSE QUE MORO “É UM HOMEM SÍMBOLO E QUER MUDAR SEU PAÍS”. BOLSONARO NÃO PERCEBE: JÁ MUDOU

PRODUÇÃO AFINSOPHIA.ORG

A Semiologia mostra que a linguagem semioticamente é composta por três corpos linguísticos: Ícone, Índice e Símbolo. Dos três o mais difundido e, muitas vezes, usado abusivamente é o símbolo. Há símbolos por todos os lados. Mas há símbolos que não são símbolos. São enunciados opiniáticos para relevar uma situação, indivíduo ou evento.

Nesta condição enunciadora, o símbolo surge mais como um significado pessoal do que social. Embora toda língua seja uma instituição social. Porém, para que uma enunciação seja social á preciso que ela esteja amparada pelas leis da linguagem como contrato social. Ninguém pode transformar um símbolo em um corpo sinteticamente pessoal. Mas é o que ocorre na sociedade de consumo que tende a transformar qualquer objeto em símbolo de necessidade. Assim, como muitos indivíduos fazem uso para elevar um significado. Enunciar alguém em símbolo tanto para elevar esse alguém como para si elevar também. 

Bolsonaro recorreu ao signo símbolo para conceituar o principal personagem das revelações do The Intercept. Disse: “Moro é um homem símbolo e quer mudar o país”. Como trata-se de Bolsonaro, a sua conceituação sobre Moro não reverbera como enunciado real. Porque não há textura linguística em sua enunciação quando usa a palavra símbolo. Não eleva Moro a um plano de superioridade além dos pobres mortais. Além do mais, quando afirma que ele “quer mudar o país”. Bolonaro não percebe que Moro já mudou o Brasil. Ajudou a quebrar a economia, entregar as riquezas minerais ao capital estrangeiro, destruiu a Petrobrás, condenou Lula sem qualquer prova, mudando o modo de fazer justiça, etc. 

E para tripudiar mais ainda do significante-significado-símbolo, Bolsonaro afirmou que Moro “é motivo de honra, satisfação, orgulho, não só para mim, mas todos os brasileiros de bem, tê-lo nessa função em que se encontra.”

Ainda bem, que a maioria do povo brasileiro não representa “os brasileiros de bem” que Bolsonaro se refere.  Os que sentem Moro como “motivo de honra, satisfação, orgulho”. O antagônico que o Intercept revela.

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