GGN: MORO TENTA ABAFAR POLÊMICA DO “COMPROMISSO” COM BOLSONARO PARA ASSUMIR STF
Moro disse que “não estabeleceu nenhuma condição”, mas tampouco negou a tratativa em período pós eleições
Jornal GGN – O ex-juiz da Lava Jato e ministro da Justiça, Sérgio Moro, tentou diminuir a polêmica de que o atual presidente Jair Bolsonar firmou um compromisso para o indicar a uma vaga o Supremo Tribunal Federal (STF). Após o próprio mandatário admitir que fechou esse acordo com ele antes de tomar posse, Moro disse que “não estabeleceu nenhuma condição”. Mas tampouco negou a tratativa em período pós eleitoral.
Neste domingo (12), Bolsonaro declarou que “tem um compromisso” com o hoje ministro da Justiça de que, se ele quiser, irá ser nominado ao Supremo. “A primeira vaga que tiver, eu tenho esse compromisso com o Moro e, se Deus quiser, cumpriremos esse compromisso”, disse Bolsonaro, durante uma entrevista à Rádio Bandeirantes.
A polêmica repercutiu e o ex-juiz tentou tirar o peso da informação: “Ele [Bolsonaro] foi eleito, fez o convite publicamente [para Moro ser ministro da Justiça], fui até a casa dele no Rio de Janeiro. Nós conversamos e eu não estabeleci nenhuma condição. Não vou receber convite para ser ministro [da Justiça] e estabelecer condições sobre circunstâncias do futuro que não se pode controlar”.
Mas tampouco negou que tenha tratado com Bolsonaro do interesse do então juiz de primeira instância por assumir a Corte Suprema do país. A declaração de Moro foi feita após participar de uma palestra em Curitiba, na manhã de hoje (13).
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A pergunta feita por jornalistas era se Moro havia negociado uma vaga no STF com o então candidato que venceu as eleições. Disse que estaria honrado, mas que “é algo que tem que ser discutido no futuro”. A fala ocorre porque ainda não há vagas disponíveis no Supremo.
Um posto na Corte maior do país deve abrir em novembro de 2020, quando o decano do STF, ministro Celso de Mello, irá se aposentar aos 75 anos. “Quando surgir a vaga lá na frente o presidente vai avaliar se ele vai realizar o convite para mim. Se ele formular o convite aí eu vou avaliar se eu vou aceitar”, continuou Moro, tentando esquivar-se de admitir o compromisso fechado antes de ser ministro da Justiça.