WALLACE É SUSPEITO DE TER UM DOSSIÊ CONTRA SEUS PARES DA ASSEMBLÉIA

Dossiê em linguagem jurídica é um processo. Um conjunto de signos jurídicos que podem ajudar em uma investigação e chegar a julgamento, condenação, ou não. Faz parte do corpus que é a instituição jurídica. Daí sua legalidade.

Entretanto, no jargão chulo do mundo das intrigas, o dossiê surge como um conjunto de notas reunidas de acordo com os interesses chantagistas de seu autor. Desta forma, juridicamente não é dossiê, mas chantagem. Por tal, serve para ser usado como arma de intimidação contra os desafetos que pretendam, ao autor, causar algum situação ameaçante. Como elemento de intimidação o dossiê é tido pelo seu autor como corpus de provas reais contra àqueles que ele foi elaborado. Na verdade, uma proteção ao autor que se sente ameaçado.

Como trata-se de notas recolhidas pelo interesse pessoal do autor, de forma clandestina, cai na ilegalidade. Todavia, pode acontecer que algumas notas da chantagem sejam reais, e os produtores destas notas, por medo, atribuam à elas legalidade. Aí a segurança do chantagista.

O COVARDE RECURSO DA CHANTAGEM

Qualquer criança de quinta-série sabe – se não sabe desconfia – que o Brasil, apesar do governo Lula, é um país de muita miséria, e que grande parte desta miséria é produzida pela realidade intelectual e moral dos políticos: vazia. Políticos sem nenhum sentido do existir democrático, por isso fazem de seus cargos territórios de representações de seus anseios espúrios. Como não podem agir sozinhos, irmanam-se com seus pares para poderem corromper a moral democrática em benefícios próprios. É um conluio aqui, outro ali, mas sempre espionando os pares e imprimindo os fatos comprometedores para o grande dia da chantagem.

A criança de quinta-série deve ter ouvido falar do grande chantagista da política brasileira que se orgulhava de anunciar alto e em péssimo tom, que tinha dossiê de muitos do parlamento. Trazia todos presos em suas mãos. O famoso Toninho Malvadeza, senador Antônio Carlos Magalhães, vulgo ACM. Padrinho de grampo do condenado, Daniel Dantas. Outro que a criança da quinta-série deve ter escutado falar é o governador Serra. Dizem que Serra não livra nem os amigos. O Lula sentiu na pele, quer dizer, nos votos, na eleição passada. O certo é que a criança da quinta-série sabe as quantas andam as performances deste alcunhados políticos. Daí entender ser uma ato covarde o recurso da chantagem, além de torpe e sórdido. Tanto covarde da parte do chantagista, como da parte do chantageado.

A CHANTAGEM DOS PARES DA ASSEMBLÉIA-AM

O Brasil é um Estado Federativo cujo corpus Jurídico-Administrativo é sua Carta Magna que o enuncia regime democrático. Como regime democrático, além de privilegiar todos os cidadãos de acordo com seus direitos civis, assegura à todos, de maioridade, o ingresso em um partido político para, se candidato eleito, atue segundo o modelo democrático que inspira o Bem Comum. Sempre objetivando a satisfação de todos os cidadãos. Jamais privilegiando a si próprio. Inferindo-se que qualquer ato contrário ao regime democrático é corrupção. Sendo assim seu autor um corrupto.

Pois bem, é do conhecimento do povo de Manaus a suspeita que pesa sobre o deputado Wallace de ser autor de vários crimes. Partes deles já investigados pela Secretaria de Segurança e arrolados nos processos (Dossiê?) pelo Ministério Público. Entretanto, como o deputado tem imunidade parlamentar, mesmo com indícios que o incriminam, o Ministério Público e a Secretaria de Segurança espera a posição dos deputados,levando Wallace à cassação, para então poder fazer uso das atribuições jurídicas cabíveis: interrogá-lo como um cidadão qualquer, indiciá-lo, se for o caso, e prendê-lo, se for o caso.

Acontece que os pares inicialmente ensaiaram uma possível cassação. Mas o deputado fez frente: fez correr o enunciado que tinha um dossiê contando partes das existências comprometida, maleficamente, de alguns de seus pares. Os pares recuaram. Acontece que os pares fazem parte de uma instituição cuja existência é cria da democracia, e que por dever de ofício tem que preservá-la. E agora, mais que nunca. Se o corpus chantagista do deputado carrega notas comprometedores destes pares no exercício legislativo, o que é condenável, por exemplo, corrupção, entretanto, cabe neste momento eles agirem democraticamente para que a população os tenham como defensores da Constituição Brasileira, mesmo que tardiamente. Se as notas comprometedoras foram realizadas fora do exercício legislativo, os pares devem saldar suas dívidas com seus credores. Pois para população o que interessa é o dever constitucional, este que preserva e anima a Democracia. Caso contrário, a criança da quinta-série confirmará o que sabe destes parlamentares.

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