QUEM ME FAZ GANHAR ELEIÇÃO, PROVA DO MEU CINTURÃO
Diz o dito popular chantagista tirânico que “quem come do meu pirão, prova do meu cinturão”. Como toda enunciação tirânica, principalmente as clivadas como palavras de ordens, servem à um desdobramento debochado, esta não foge a regra. Assim, manifesta seus pontos debocháveis ao dito que em Manaus está querendo ser popular: “Quem me faz ganhar eleição, prova do meu cinturão”.
A fonte desta produção paródica/literária é a atual atitude do prefeito cassado pela ilustríssima Juíza Maria Eunice Torres do Nascimento, Amzonino, distante dos eleitores que lhe fizeram ganhar a eleição passada para prefeito. Comentam, tanto parte da mídia como o boca a boca popular, que o prefeito cassado anda se esquivando de seus eleitores que pretendem cobrar promessas feitas em campanha, como também cobrar o pagamento dos serviços prestado à sua coligação no tempo das eleições. Uma verdadeira cinturãozada no humilde eleitor. Que reza a lenda burguesa: gosta de apanhar. Será? Maldade dos tiranos.
Talvez, a desguiada povão que o prefeito cassado vem produzindo seja produto do fato de estar (filósofo Heidegger) prefeito através de uma medida cautelar. Por tal fato, não quer encontrar o povão que se considera lesado. Não sendo por outra razão que seus secretários/prefeitos estão apenas tentando colocar em prática os projetos federais (com um tom como se fosse desta prefeitura) que são obrigados a serem a todo momento atualizados. O resto se reduz a marketing de fatores administrativos que só existem na subjetividade desativada de sua assessoria publicitária.
Entretanto, grande parte da população de Manaus, sabedora do sentido que a direita tem de democracia, não se engana, afirmando que mesmo que Amazonino estivesse prefeito legal, a desguiada aconteceria de alguma forma. No mínimo como descumprimento de promessas de campanha.
Agora, na aura sagrada desta Páscoa (Bela Passagem Democrática), canta um cântico político: será que se Amazonino escapar de ser cassado – o que é quase impossível, o quase sendo por conta de tratar-se dos negócios dos homens – e lá na frente precisar do povão, este povão ainda vai querer provar do cinturão?