ELEIÇÕES NA UFAM SEGUEM RUMO NORMAL DA DIREITA

As eleições para Reitor da Universidade do Amazonas realizadas ontem, dia 2, transcorreram em clima de total candura como só ocorre nas normalidades das proposições de direita.

Levadas ao segundo turno, com as eleições dos candidatos Márcia Perales em primeiro lugar, que é apoiada pelo atual reitor, que reduziu o sentido de gestão universitária às concepções rígidas das tecnologias e estatísticas (quantos cursos você criou em sua gestão? Eu criei mais), e Nelson Fraiji, médico, que já foi reitor também, com concepção tecnicista produzida pela rigidez do pragmatismo norte-americano, embora tenha sido apoiado pelo PCdoB (e daí?), o sentido de universidade não escapa nada que possa se apresentar com uma possível mudança na concepção do que pode ser uma universidade. Nada relativo às idéia Universitárias de um Kant, um Schopenhauer, um Derrida, e muito menos um Foucault/Deleuze.

Se na primeira eleição para Reitor realizada pós-ditadura com o médico Marcus Barros elevado à condição de reitor, a Universidade Amazonense apresentou uma gestão também presa nos números, sem qualquer preocupação em mudar a subjetividade seca dominante em seus territórios, nas eleições deste ano, a indiferença política que sempre teve presente no Campus, se mostrou altivamente como a força reativa dominante de todos os quadrantes da UFAM. Não é a toa que existe um número grande de estudantes que já no primeiro período de seus cursos se encontram anemizados pela subjetividade reativa que lhes ataca impiedosamente, e quando não abandonam seu cursos, passam a freqüentar suas instâncias como zumbis que perambulam desesperados esperando que o tempo corra célere para chegar o dia em que não terão mais que participar do ritual macabro dos saberes-imóveis.

Todas as chapas apresentadas aos eleitores, como já foi confirmado, confluem para a mesma semelhança de um programa reacionário. Seja quem venha a ser eleito, a UFAM, estará mal servida como instituição transformadora e produtora poiética de saberes moventes, dado o grau de entrelaçamento nocivo infectoepistemológico que passou a dominar seu organismo. A força retrógrada da direita.

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