O ESPETÁCULO “CÚMULO DA BABAÇÃO” NA SEDUC-AM

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SINOPSE: no des-encontro com professores, Braga é nomeado presidente da república, destitui Gedeão e nomeia Deus secretário de educação do Amazonas.

A “atividade especial”, na Arena Amadeu Teixeira, que a Seduc-Am preparou para o início do ano letivo no estado do Amazonas não aconteceu.

Pra começar, dos 6 mil professores e pedagogos previstos a comparecer no “encontro de formação”, menos de ¼ cumpriu a previsão. Ponto para o governador Eduardo “Marinha da Penha nele” Braga e para o secretário de educação discriminador de indígenas Gedeão Amorim: foram menos pessoas para ver e ouvir a ridícula solenidade do desentendimento educacional da Seduc-Am.

GEDEÃO AMORIM começou, falando dos investimentos do governo do Estado na área da educação, frisando principalmente a vultosa cifra de R$ 1 bilhão que será investida no ano letivo de 2009.

Mesmo que, na prática, não passe apenas o vulto da cifra, docentes, discentes e comunidade sabem que a questão da ínfima qualidade do ensino na rede estadual não é somente uma questão financeira, mas principalmente de gestão, por isso houve professor que, conhecendo a formação em filosofia de Gedeão, lembrou dos “falsos filósofos a serviço do Estado” que Nietzsche fala na III Consideração Intempestiva: Schopenhauer como educador.

EDUARDO BRAGA, mantendo o nível, deu continuidade, tocando en passant, é claro, nas últimas avaliações do Ideb e do Enem, mas foi contundente ao afirmar que acreditava que Deus iria melhorar a educação no Amazonas. Empolgou-se e acabou por perguntar, pedindo para levantar a mão, dos professores quem acreditava em Deus.

Mesmo não conseguindo arrebanhar muitos, crentes e não-crentes, que sabem que, mesmo o signo “Deus”, dependendo da boca de onde é expressado, pode sair esvaziado de significação, sendo apenas a redundância de um signo significante usado por uma voz de comando autoritária. Nessa Gedeão nem precisaria filosofar, não precisaria utilizar nem a lógica aristotélica para saber que finalmente foi demitido em público: Eduardo Braga, nessas entrelinhas (é preciso ver nas entrelinhas), declarou que ele não exerce função alguma na Secretaria de Educação, mormente Deus será o novo secretário de educação, já que é Ele que terá operar o milagre de resolver o que se produziu em séculos, dos jesuítas, passando por Marquês de Pombal e chegando no trio Gilberto, Amazonino e Braga.

Nota entremeante: se Marx fosse vivo, alteraria sua vulgarizada e pouco entendida frase: “A religião é o ópio do povo” para: “A religião é o ópio da classe política”.

Ph.D THEREZA PENNA FIRME foi a palestrante, a qual somente de títulos levaria umas quatro linhas deste bloguinho, o que deixou alguns professores invejosos, pois talvez assim conseguissem alguma vantagem salarial.

Mas o ponto alto da palestra “A Avaliação e seus Mitos”, denominada por professores presentes e somente por esta expressão puderiam se aproximar do ocorrido — como o “cúmulo da babação”, foi quando a palestrante perguntou se os professores presentes não queriam Braga para presidente da república.

Nota final: quem não foi, perdeu o magistral espetáculo montado. Para os professores que compareceram, foi gratificante: saíram do encontro que não existiu sabendo que para melhorar a qualidade da educação no Amazonas é necessário se engajar principalmente na melhoria da qualidade dos gestores públicos mais eminentes, o que só é possível fazer destituindo-os, já que não têm inteligência nem eticidade para servir democraticamente à coletividade.

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