O show de detratação da gestão do ex-prefeito Serafim Correa, executado pelo prefeito cassado Amazonino, exibido para população da cidade por parte da servidora mídia, em que Manaus é fantasiada como um cataclismo administrativo a ponto de ser estabelecido para salvá-la um plano de emergência, é digna de uma comparação rocambolesca tal a patética pulsão com é mostrada. Há um desatino tamanho que já se ouve pelas ruas, bares e becos, o deboche de que Gaza é aqui. Ou, para ficar no plano nacional, Santa Catarina.

A dor em Gaza, produzida pela irracionalidade do governo de Israel, é real. Assim como a dor nos municípios do estado de Santa Catarina por ação das chuvas também é. São dores que necessitam de planos internacionais e nacionais para re-construção das condições dignas das existências destes povos. O cataclismo que levou Amazonino cassado a recorrer à um plano de emergência para a cidade de Manaus não é real. Saiu de sua perspectiva quanto a sua existência no marasmo “político” de Manaus. O que lhe leva a tentar desrealizar o real por força dos impulsos de suas intenções situadas em um ponto tão oscilante. O real da ameaça de sua definitiva cassação.

A gestão Serafim não foi nada de que possa dizer fundamentalmente progressista ou ousada. Mas se destacou em alguns setores muito diferentes dos ex-prefeitos da direita que dominaram Manaus durante mais de 25 anos no pós ditadura. E mesmo com todos os erros, a cidade de Manaus encontra-se muito mais fortalecida como corpo-público do que quando Serafim foi empossado prefeito em 2004. Amazonino recebeu uma cidade em condições sociais muito diferente da deixada por seus comparsas da direita com suas ineficácias administrativas. Esta opinião/analítica corresponde a posição de grande parte da população de Manaus. Que é também deste bloguinho intempestivo. Que talvez seja, de acordo com seu clinamen, declinação do ângulo, movimento/turbulência/produtiva filosófica o que mais observou, examinou, e opinou sobre a gestão Serafim com argumentos contrários as suas políticas públicas.

No mais, se Amazonino cassado pretender agir em benefício da população de Manaus, mesmo sob o cutelo eleitoral-temporal que paira sobre sua eleição ele tem que fragmentar a Manaus cataclismo/virtual, que só ele e seus concordantes vêem, para fazer emergir a Manaus/Real. Aí, para os debochados, Gaza será Gaza lá, e Manaus será Manaus aqui.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.