ELEIÇÕES NORTE-AMERICANAS VALEM “SALVAÇÃO ETERNA”

A democracia representativa capitalizada tem ecos semelhantes em todos os territórios por onde se derrama. A derrama financeira que faz pulsar seu coração ambicioso, entrada larga da corrupção. Por isso, vale todas as evocações para levar vantagem na desregrada contenda.

Nos Estados Unidos, como aqui nessa sofredora Manaus, as guardiãs da fé e esperança, as sociedades financeiras apresentadas como igrejas defensoras da palavra do Senhor, têm também seus interesses terrenos colados na corrida eleitoral. Para isso, escolhem candidatos, caboeleitoralizam-se, obrigam e ameaçam os fiéis a votarem em seus candidatos de seus sagrados corações.

Nessa condição, o Bispo norte-americano do Kansas, Joseph Robert Finn, agente téo-marketeiro do republicano McCain, vociferou contra seus fiéis, admoestando-os que se votassem em Obama não teriam a “Salvação Eterna”. Para o Bispo, Obama é um espécie de Lúcifer por ter idéias favoráveis ao aborto.

Para alguns, a imposição do Bispo recende mais a discriminação racial mesclada com dogmática que propriamente atitude democrática, mesmo democracia capitalizada. Nisso salta a inquietação: e se Deus for negro? Pelo menos um fato étnico é certo: as pesquisas genéticas/antropológicas deixam enunciações que no tempo em que o sentido de Deus criado pelos judeus expandiu-se, a maior parte da população da terra era negra. Sendo assim, o Bispo está ameaçando em vão.

OPINIÃO RACIÁTICA DE MÃE

A boa senhora, mãe do candidato republicano McCain, afirmou que Obama é mais branco que ela. Parece que escapa desta sentença racial uma auto-discriminação. Seria: “Nem adianta se postar de negro, Obama, porque tu és mais branco que eu”. Compreensão da lógica racial-maternal: “Como branco, estás enganando os negros. Nós, brancos, somos todos iguais: individualistas e belicistas. Não vem que não tem, meu nego.”

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