*….:: CHAGÃOZINHO EUROCOPA! ::.….*

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Θ Semifinal entre espanhóis e russos, e o jogo de hoje trouxe duas tristezas aos brasileiros. Primeiro, tiveram que ver um Marcos Senna dando show, mostrando que volante também sabe jogar sem usar as canelas: passa, avança e chuta com categoria, quando domina a bola abre espaços no time adversário. Enquanto isso, o Brasil se contenta com Mineiro e Gilberto Silva. Segundo que tiveram que engolir um time de amarelo dando um show de futebol, e não foi o Brasil. Na realidade, o time de várias nações jogou de dourado, e de ouro foi também o futebol apresentado, sobretudo no segundo tempo. Toques rápidos, dribles, jogadas que deixaram a zaga dos Putin Boys embasbacadas. No primeiro tempo, embora já dominasse, a superioridade espanhola ainda não estava impressa na partida. Com uma forte marcação dos dois lados, a Russia, principalmente com Paulo Nuneschenko assustou em alguns momentos, fazendo com que os analistas que apostaram no trunfo Arshavin soltarem fogos de entusiasmo. Mesmo assim, a Espanha tinha o domínio das ações. Nem mesmo o sisudo, racista e retranqueiro técnico espanhol, Aragonés, impediu o meio-de-campo da Espanha de brilhar. Pelos idos dos 30 minutos, o atacante e artilheiro da Euro, David Villa, se machucou e foi substituído pelo mago do time, o maestro do meio de campo, que junto com Marcos Senna formou uma linha intensiva. Fabregas trouxe ao meio campo o talento e o elemento disjuntivo necessário para quebrar a marcação russa. No segundo tempo, só deu a meiuca dourada, com passes rápidos, subidas dos laterais, lançamentos mágicos de Fabregas e a visão de jogo de Marcos Senna, a Espanha acuou o time russo, que mesmo com 25 jogadores, mais presidente, primeiro-ministro e uma ex-Miss URSS, não conseguiam impedir que o ataque espanhol fizesse da grande área russa uma tela onde se exibiam obras-primas do Surrealismo Espanhol. Como se dirigido pelo espanhol Luis Buñuel, e não por Aragonés, a Espanha criava sucessivas jogadas de ataque que deixavam os russos vermelhos de inveja. Fernando Torres cansou de perder gols, mas nem de longe se pensou na máxima da superstição futebolística, quem não faz, leva. Ali só havia espaço para um time. E o primeiro gol veio com uma jogada blaugrana: Xavi abriu para Andrés Iniesta na esquerda, que limpou a jogada e devolveu para Xavi desviar e fazer explodir a bela torcida latina. Como o 1 a 0 prevalecia, e os gols e belas jogadas não paravam de aparecer, o técnico – que não estava intendeindo bulhufulas resolveu reforçar o meio-campo com Xabi Alonso e trocar Fernando Torres por Güiza. Mesmo com o reforço defensivo, as linhas intensivas da máquina desejante espanhola continuaram bombardeando a defesa russa. Aos 28 minutos, numa trama que começou com a recuperação de bola na defesa, passou pelos pés de Marcos Senna, que limpou a jogada e achou um companheiro livre, que preparou a jogada, lançando para Fabregas. Com um toque de estilo e classe que muito camisa 10 brasileiro nos últimos 20 anos não conseguiu dar, ele deixou Güiza na cara do gol: 2 a 0. A torcida explodiu novamente, e agora, o palco era todo dos artistas dourados, que tocavam a bola no ritmo das castanholas e na melodia de uma guitarra latina. Ainda deu tempo de Fabregas cair pela esquerda, levantar a cabeça e colocar a bola na posição para que David Silva apenas empurrasse, selando os 3 a 0. Outra goleada, e agora a Russia, com a base do time do Zenit, campeão da UEFA e racista – uma jogada menos de política que de marketing, colocar Ballack e um russo para falar de racismo – mesmo com Arshavin, levaria uma sacolada de gols dos touros indomáveis. A Espanha mostra a diferença entre um futebol belo e ofensivo e outro que produz belas jogadas, mas que se apresentou nesta Euro como essencialmente defensivo: a Holanda, que foi derrotada pela Russia porque só sabia jogar de uma forma, e dependia excessivamente das condições de jogo. Na única partida em que saiu perdendo, não teve poder de reação: seus belos contra-ataques de nada valeram. Já a Espanha é desejante, mesmo vencendo, ataca, quer mais gols, cria, vibra, o único time até o momento na Euro que não tinha nada a perder, a não ser o medo de continuar sendo considerado como o touro da primeira fase que virava boi de piranha na fase final. E ninguém mais perguntou sobre Raul… O fusquinha alemão que coloque as barbichas de molho!

Espanha 3 – 0 Russia

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