DUAS NOTAS DA ORQUESTRA LEGISLATIVA MUNICIPAL

PRIMEIRA NOTA – MI MENOR – O presidente da CMM, Leonel ‘Último-a-Saber’ Feitoza (PSDB) articula para aumentar em 3 número de vagas para vereadores. Dos atuais 37, ele pretendia que aumentassem para 41. Está verificando a possibilidade legal, embora no momento, pela legislação (que leva em conta o número de habitantes a partir do censo do IBGE), o aumento deveria ser de apenas mais um representante municipal no legislativo. A justificativa do presidente, além da legislação permissiva, é o “interesse partidário”. Alguma surpresa? Diante dos rumores na imprensa manoniquim de que um vereador a mais constituiria proporcional aumento nos gastos, o amigo do presidente, vereador Marcelo ‘Virótico’ Ramos, afirmou: “”Isso é má fé. Uma campanha para desgastar a imagem dessa Casa“. Não sabendo que a má-fé é um enunciado que não tem causa real, mas apenas elucubrações de uma consciência malograda, livremente presa aos signos-clichês da aparência, Marcelo, Leonel e a maior parte dos atuais 37 vereadores, mais muitos que pleiteiam as vagas adicionais nem desconfiam que suas justas certezas são o produto de uma ilusão, e que a CMM não tem imagem, já que não é potência democrática nascida de um devir-povo. E agora, vereança?
SEGUNDA NOTA – RÉ MAIOR – Do mesmo lado, o vereador Braz ‘Silencioso’ Silva resolveu atacar os que ele chama “Piratas da Comunicação”: os programas policialescos que se aproveitam da miséria criada por eles mesmos para lucrar explorando o desespero social. Afirma que será o representante do legislativo em uma força-tarefa que envoverá o Ministério Público do Trabalho, a Delegacia Regional do Trabalho, a ANATEL e o sindicato dos jornalistas. Embora a iniciativa venha com mais de 20 anos de atraso, é boa. A questão é saber o que Braz, ex-apresentador de tevê e atual radialista, com programas no mesmo estilo dos que pretende combater (apenas num formato mais light, sem – muita – pirotecnia sensacionalista, como seu colega Elias Emanuel), ganha com isso, ele que somente conseguiu se eleger também com a visibilidade espectral da telinha hipnogógica, e mesmo assim entrando nas últimas vagas. Como se não soubéssemos. Em tempos eleitorais, vale tudo para conseguir vantagem sobre a concorrência: até eliminar a arma que já se fez e continua a fazer uso. E agora, renovação carismática, caros telespectadores e ouvintes?