O BORBULHANTE COLUNISTA SOCIAL KENNEDY ALENCAR COLUNIZA A MINISTRA

Em seu borbulhante affair nos suspiros policrômicos das lantejoulas sociais, o colunista social da Folha de São Paulo, Kennedy Alencar, fazendo jus ao seu Kennedy, o glamour nominalista norte-americano, preterindo o Alencar arigó, passeou saltitante pelos topos uranos da política, apresentando, rejubilado, a ministra Dilma Roussef.

Como soi acontecer, em momentos festivos como este, Kennedy foi de uma alegria e criatividade ímpar. Começou escancarando as cores vibráteis da avenida. Afirmou: “Se a oposição quer carnaval, vai ter carnaval”. E para impulsionar mais ainda a ministra aos píncaros da gloria lulista, colando-a ao Sapo Barbudo, lançou as pérolas: “O Lula não tem chef de cozinha como Fernando Henrique tinha”. Alusão que a ministra é simples como o nordestino, apesar de ser sulista. Aí mandou ver. “Dilma tem uma biografia invejável. Foi uma jovem que teve coragem de arriscar a vida para enfrentar a ditadura. Foi presa. Torturada”. Os que não sabiam bateram palmas. Algumas de exaltação, outras de inveja. Falando sobre a vocação social da ministra para manter bons contatos, afirmou: “Dilma foi ao encontro com empresários”. E que ela havia telefonado, como gesto também social, para Dona Ruth. Para tocar mais fundo no coração de seus leitores borbulhantes, falou sobre os gostos de Dilma. “Tem predileção por suco de abacaxi. Não gosta azedo. Gosta de vôos sem turbulência”. Além, é claro, de preferir como comandante da nave, piloto habilitado. Na verdade, foi uma coluna para levantar a candidatura da ministra. Senhor de uma pena (tecla) tão inbraimsuediana, reconhecida inquestionavelmente nos círculos bombantes, o resultado de sua coluna não podia ser outra: depois de publicada a coluna da viagem social, cujo alvo era a brejeira oposição, o PSDB encomendou uma pesquisa para ver a quanto andam as tendências para presidente, resulta o resultado apresentando a ministra em impressionante crescimento na vontade popular. Fato que lhe deixou profundamente envaidecido. Todo sucesso que um colunista social de seu porte busca.

Apesar de seu esplendoroso sucesso, não conseguiu ser escolhido para ocupar o primeiro lugar no concurso Gustavo Corção – “Os mais reacionários e pessimistas da imprensa brasileira”, criado pelo cientista social Wanderley Guilherme. Foi incluído também no rol dos jornalistas “sem cultura e qualidade no texto”. Realidade jornalista que levou o cientista social a desistir do dito concurso. Além de levar uma carraspana debochante do jornalista Mino Carta, ao esconjurar que o Brasil é o único pais dito civilizado, aonde ainda existe, na imprensa, colunista social.

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