COLUNA VERTEBRAL
Se a Vertebral não analisou nada se realizou

# TERRITÓRIOS DA CIDADANIA. Programa do Governo Federal, lançado hoje, para diminuição das desigualdades sociais. Atinge 60 áreas, compostas por 958 municípios, com menores IDH – Índices de Desenvolvimento Humano: comunidades rurais, indígenas, quilombolas e pescadores. Calcula-se que beneficiará, mais ou menos, 24 milhões de pessoas, e contará com a atuação de 19 ministérios. Gastos financeiros de execução: R$ 11,3 milhões. Fato socialmente vigorante que me faz esquecer esta segundona TDPM- Transtorno Disfórico Pré Menstrual.
# Oscar mesmo, só o Oscar da Bethe Davis que emprestou o nome, mas não a idéia atual. A fusão do capital com o glamour. A regra do vencedor: que o filme já tenha sido sambado pelo marketing industrial de entretenimento. De acordo com o conceito de diversão de Hollywood: mercadoria lucrativa. Óbvio da amenidade. A atriz francesa, Marion Cotillard, ganhadora da estatueta por sua “Piaf — Um Hino ao Amor”, deslumbrada, em pleno concreto lógico, estremece nos clichês da ordem: “Obrigada à vida, obrigada ao amor! É verdade que há anjos nesta cidade”. Que vida? A vida de Piaf? Claro que não: o filme não revela nem sombras-rastros da Piaf de um tempo entre o sinistro e a crença na vida. Que amor? O amor potência de agir? Não. O amor Piaf? Também não. Mas o amor do capital do Oscar. No Oscar-Capital não há amor. Muito menos da vida e de Piaf. Anjos? Há anjos, sim, mas não Querubins. Anjos-mísseis. Na vida se reproduzindo vinte quatro vezes (fotogramas) por segundo, Jean Luc Godard sorri. Por sua lente, Luis Buñuel vê o conterrâneo, Javier Bardem, contagiado pela mística do capital, abraçar a estatueta gigante símbolo do festival. Assim, afirmar porque é o melhor ator coadjuvante. E também porque o Oscar é “Onde os Fracos Não Têm Vez”. O bom Javier, é ator para os papéis necessários. Até para representar um cidadão espanhol engajado nas questões sociais. Tia Zilda ao vê-lo tão agradecido pela premiação oscariana, lascou-lhe um: “Pobre do homem que procura agradar dois patrões: não conhece nenhum dos dois. Logo, é um blefador”. Ao que Guilhermino acrescentou: “Devagar com o écran! Isto é Hollywood!”.
# E aí, Ambrósio? O Mengão levou na mão grande. Vale o título? Cadê a imparcialidade? A Tininha contou que tu caíste na fuzarca rubro negra. E se fosse o Vasco, com a mão grande do Eurico? O presidente do Mengão, Márcio Braga, é amazonense, será por isso? Tu és bairrista? Qual é, Ambrósio, o futebol faz ou não faz parte do sentido trapaceiro que se tem da política? Não nos venha com o deslizante argumento: “Futebol é como religião: questão de crença, não tem lugar pra razão”. Tá bom. E quando estas crenças produzem problemas sociais, não é a razão quem vai solucionar? O importante é a vitória? Ambrósio, esta história de gente pontuar a sua existência com os efeitos derrota e vitória é sintoma de sabotador da vida. Gente que carrega um profundo sentimento de frustração, daí o culto da ilusão de vencer: ver o “inimigo” “derrotado”, e temer a “vitória” do “inimigo”. Olha o exemplo na tua frente, Ambrósio: PSDB-PFL. Ambrósio, Ambrósio.
Cansei do golpe:
Quero Rock!
Beijos e abraços Vertebrais!