COLUNA VERTEBRAL

# A quadra natalina, as festas de fim de ano (sem fim) e as festas de começo de ano (sem começo) me alquebraram, gente bela e varonil! Muitas fraternidades forçadas. Puxa, como é bom ser cristão uma vez por ano. Como as festas nos levam às purpurinas, as plumas, lantejouladas em um futuro-imaginado. Transbordado de TDPM – Transtorno Disfórico Pré Menstrual segundona. Previsões, projeções, chutões. E então, Ambrósio, “o mundo é um moinho? Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos?”. Dizem que o futuro de doze meses vai levar um senador amazonense. Será? Não será blefe metafísico-tanático? Sabe qual é, Ambrósio? O que é ser senador? Quais seus atributos políticos-democráticos? Quais os elementos incorporais afetivos/cognitivos necessários? Responde, Ambrósio, e saberás se existe algum, ex-senador ou senador no Amazonas para morrer. Pode até morrer, mas não como senador. Para rimar, Ambrósio, existe diferença entre senador e vereador? Decifra-me ou me devora!
# O futuro anterior, para alguns, pode ser entendido de duas formas (potências): tempo que jamais se alcança, a não ser por imaginação-projetiva, ou como temporalidade invasora do presente. Pois bem, meu. Com a enxurrada nacional e internacional de reconhecimento dos feitos políticos/administrativos do governo do Sapo Barbudo, o futuro anterior é a segunda forma que não necessita de anseios e previsões, só de atualizações como real social. Sacou, meu?
# Aí a Selmita saiu com esta: “Que engajamento ecosófico existe em um governador que se autoglorifica como defensor do meio ambiente amazônico, quando sua gestão não se preocupa com a invasão de milhares de carros por mês na capital?”. Gargalhou, mandando ao ar, uma baforada do seu Havana.
# “Eu, hoje tô com corda solta. Eu, hoje to mandando brasa. Não me interessa saber o que é que vou dizer em casa. Tô no grito. Comigo não vai ter mosquito. Vou me acabar no primeiro bloco que passar”, e é a Bandinha do Outro Lado da Rua, das crianças do Novo Aleixo. “Este ano não vai ser igual aquele que passou”, não pode. Vai ter amostra de composição de marchinha pelas crianças, cantos, criação de fantasias antes do embalo, além, é claro, do desfile por algumas ruas do bairro. Apesar do Projeto Poseidon, estimulado pelo prefeito com as ruas transformadas em abismos. Mas os foliões mirins não se abismam: já sabem o que não é administração pública. É no domingo gordo, Waldemar. Sabe quem está esquentando a orquestra? O professor Alci Madureira! Vai lá! E sabe quem vai patrocinar o mata broca? O Papai Noelson! Vai lá, Waldemar!
# E por falar em devir-criança, porque não é considerado crime de exploração da mão de obra infantil o uso de crianças em programas de TV e nas publicidades, se se trata de oferta de mercadoria? Daí tal, são bem pagas. E com a sociedade dos pais. É trabalho mesmo, sem brecha para eufemismo entretenimento. Tu caías nesta, Tininha? Claro que não. A Tininha é um amor de criança, como todas as crianças! Sabe mais sociologia que o Fernando Henrique, porque adora o Lula. Quer mais ou quer uma interpretação, Ambrósio? Não me chama que não vou! Eu já tô!
Eu quero Rock,
Sambaioque
E Hip-Toque!
Beijos e Abraços Vertebrais!
lol