Se a Vertebral não analisou nada se realizou

# 40 anos da morte de Che! Festas comemorativas em todo mundo àquele que carrega a potência da pós-modernidade. Um novo olhar sobre a opressão e a linha de corte para a libertação. As imagens, as palavras ocupam múltiplos territórios jamais ocupados por qualquer homem em toda a história. São festas e festas. Umas conscienciosas e outras glamourosas: bonezinhos, broches, camisas, tênis… tudo de boutique. Brecht, talvez, dissesse: “Che, era tão bom que até ajudar o capitalismo, ajuda”. E Deleuze/Guattari, completassem: “Na forma de contágio: entra no buraco negro, o capitalismo, como linha de corte para causar ruptura”. Então, classe média, mimem o lindo, desejado, invejado Che. Quem sabe a potência democrática um dia capture você. Acontece que certos homens e mulheres são hecceidades: não possuem formas, designações, pessoalidades, temporalidades, estado de coisas determinado como realidade imóvel. São devires criança, mulher, animal; movimento, repouso, velocidade e lentidão. Sempre escapam à dor, ao pessimismo. São intempestivos. Não morrem. Alguns dizem que se transformam em mito. Não! Mito sai da superstição. É uma corrupção da razão. Che não É. Che se move como devir que surge lá como outro. Como contou o pai da Filotildes que em 67, no fim de sua adolescência, como diria, Belchior: “No tempo em que você sonhava” ao passar em frente a um bar ouviu um bêbado afirmar: “Chechefara não morreu!”. O que a razão estabelecida não lê, a razão translúcida visibiliza. O bêbado tinha razão. A bala, carregando as ordens da Casa Branca e da CIA, disparada, covardemente, pelo suboficial boliviano, Mário Téran, que vazou seu coração, não o matou. Essa dissipa todo TDPM Transtorno Disfórico Pré Menstrual, segundona. Como poderia dizer a D. Val: “Esta história me ‘arrupeia’ toda”.

# “Qualquer pessoa sabe o que é um assistente social e o que faz. Mas um psicólogo o povo não sabe o que é e o que faz. Eu mesmo não sei para que serve a psicologia”, afirmou a amiga da Waltina, professora/doutora da UFAM, Iraildes, também fera do PT Oh! My Darling! em uma aula de pós para alunos de Serviço Social e Psicologia. O que é isso, Ira! Você que vive das definições profissionais determinadas pela imagem do pensamento do estado, não sabe distinguir relações sociais institucionais, de produções de afetos, minha nega? E olha que a Waltina fala tão bem de você. Diz que lhe conhece desde o tempo em que você era noviça lá na matriz. Não faz mais isso não, Ira. Senão vão dizer que você faz parte dos mestres e doutores que fazem a UFAM ser mentora da ignorância e da apatia. Faz mais isso, não. Papai do Céu não gosta. Tá!? Você se separou Dele, mas Ele não se separou de você.

# E olha essa agora, a Xuxa chorando a sua solidão, soluçando que não tem nenhum homem no Brasil pra namorar com ela, porque não querem compromisso e porque ainda por cima não querem usar camisinha. Ela acrescentou que o último homem da vida dela foi o Luciano, praticamente contratado para ser o pai de sua filha Sacha. Eu só não arrumo o Aristildo pra ela porque o amor pra mim não é propriedade pra eu disponibilizar. Das duas, uma: ou os homens do convívio dela são daqueles que escondem a brutalidade na finesse da fosforescência global ou a rainha dos baixinhos gosta de subjugar também os altinhos. Deve ser pelas duas coisas. Eu é que não ia querer os marmanjos que a rodeiam e, meus amores, namorado que se envolveu nos meus carinhos vertebrais é que não vai querer os louros do amor objetal com a loura mal-amada.

# Eu adoro coisas assim, assim, meio que assim, assim. O bispo Macedo da Universal lançou um livro que senta a porrada na Globotarizante, que, por sua vez, paranoicamente, com sua tara monopolizante, sempre perseguiu o bispo com sua televisão. Se fosse só igreja ela não tava nem aí. Quanto mais aqui. Só que o bispo é cobra criada. Envenena mesmo. Agora está com a RecordNews, aberta 24 horas, mandando ver. E a Globotarizante só… Aí o Lalu contou que estava em uma parada de ônibus e ouviu duas senhoras muito indignadas, conversando. “A Globo disse que o bispo Macedo vive de explorar a fé do povo”, falou uma. “E ela não explora a leseira do povo?”, perguntou a outra. “Eu estou muito puta com essa da Globo”, afirmou a primeira. “E eu? Eu vou pra cima! Mexeu com o bispo, mexeu comigo!”, exclamou a segunda. Que é isso, meninas. Lembrem de Che: “Há que endurecer sem jamais perder a ternura”.

# “Manhê, tu conhece o Barroncas?, perguntou o Bilico chegando da bola. Ih, de muitos carnavais e alguns velórios, por quê?, disse dona Doca, com as mãos nas ancas. É que ele tava hoje de manhã na escola que o Nilaudo estuda, falando sobre o ECA e as políticas da prefeitura para as crianças, numa festa. E ele por acaso entende de criança? Meu filho, tem cheiro de eleição no ar…” E eu que tava ouvindo esse papo do outro lado do muro, não resisti, subi no tamborete e comentei com a Dona Doca que na prefeitura é assim. Não precisa entender do assunto pra ser secretário. É só ver o caso da educação, da assistência social, das obras, do meio ambiente…

        Cansei do Rock!

                    É o tango o meu toque,

                                Mas se Che tem Hip-Hop

                                                    Entro nessa de reboque.

Beijos e Abraços Vertebrais!

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