Se a Vertebral não analisou nada se realizou

# Queridas/queridos, eu não sou uma lingüista, apesar de gostar de língua, principalmente com canela e mel, mas o que se faz com certos conceitos e seus objetos referenciais é de causar dó na semiótica. Lindinhas/lindinhos, eu ouvi, com estes ouvidos que as formigas vão entrar, e com estes olhos que o calor vai secar, em um programa de entrevista da TV UFAM, o apresentador, professor, doutor de educação física, depois de chamar, com faces de superioridade, alguém de incompetente, se virar para sua entrevistada, deputada estadual Terezinha Ruiz, afirmar que podia falar sobre tal assunto porque era educador. Segundo minha amiga filósofa, Rudd me disse, o educador é um devir educação que corta os elementos imobilizantes da realidade reativa causadora da ilusão da necessidade de uma sociedade capturada: medo da alegria… Como esse professor, que se diz educador, é o mesmo que chamou agressivamente o diretor da TV, Guará, de incompetente, não é possível creditá-lo potência/educação. Mesmo que ele apresente seus títulos em sua defesa, já que títulos não realizam o rito de passagem do educar, como afirma o filósofo da educação George Gusdorff. Nesta pedagogia não há TDPM – Transtorno Disfórico Pré Menstrual segundona que se estabeleça. Ainda bem, pois eu quero é liberar as pernas!

# “A memória quase sempre é dolorosa, mas as vezes é hilárica”, afirmou a Penélope, plantando umas mudas de mangueiras. Memória é memória: às vezes causadas por experiências e às vezes pela imaginação/superstição”, considerou Mário, abrindo uma garrafa de Se Não é Por Ti, Não Será Por Ninguém. “Aí é que está. Eu estava lembrando que alguns anos passados, ouvindo uma rádio, o repórter, que se percebia ser limitado intelectualmente, cobrindo uma manifestação em uma praça, narrou que haviam poucas pessoas, mas já estava presente o reacionário deputado Eron Bezerra… Pois bem, hoje, enigmaticamente, me pergunto: será que o tal repórter supria sua limitada inteligência com o dom da magia?”, perguntou, carregando terra preta. Da minha parte, acredito que ela queria dizer que vendo o ex-rebelde contra as causas Amazonino, integrando, denodadamente, um governo que não carrega idéias novas, o conceito de reacionário, e em seu conservadorismo, é continuação dos anteriores, o repórter fez uma premonição. Mas é lógico que a Penélope não acredita em superstição. E sim, nas combinações dos acasos como produtor de realidades.

# A Valdilândia me ligou lá do Jorge Teixeira e falou que a Câmara Imobilizante vai estar lá no seu bairro na próxima quinta. Sobre os problemas, ela me disse: “Os mesmos dos outros bairros: transporte coletivo perverso, escolas sucateadas, buraqueira nas ruas, a eterna falta d’água…”. “Pera aí, esse problema não foi solucionado com a ligação de novas adutoras, quando passou três dias sem dar água por toda a cidade, que até o nosso amigo Quinho ficou três dias desenvolvendo ainda mais sua catinga, sem tomar banho?”, perguntei debochando. Val riu, e filosofou: “É como o prefeito falou lá no Mauazinho na semana passada, que iam, olhavam e viam o que dava pra fazer, ‘na medida do possível’. O problema é que para eles não há interface alguma entre possível e real, só a estratégia do discurso vazio”.

        Cansei do Rock!

                    Você quer que eu me enforque?

                                Mas não há árvore nem bosque.

                                            Assim não há como me troque.

                                                    Beijos e Abraços Vertebrais!

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